(Adobe Stock) Para quem se animou com o consórcio imobiliário, é preciso lembrar que essa modalidade não é recomendada a quem tem pressa na aquisição do imóvel. “Caso o interessado necessite do imóvel de imediato, é recomendável que faça a aquisição com financiamento. Neste caso, arcará com o ônus dos juros, pagando parcelas mensais maiores, tornando o custo final maior. Todavia, se não houver necessidade imediata, o interessado poderá planejar a compra pelo consórcio de imóveis, com parcelas mensais adequadas ao seu orçamento, visto só haver cobrança de uma pequena taxa de administração, sendo contemplado por sorteio ou por lance”, orienta Paulo Roberto Rossi, presidente da Abac. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “A compra do imóvel via financiamento gera ao cliente a obrigatoriedade do pagamento de juros, e no cenário atual, as taxas estão demasiadamente altas. Quando fazemos o cálculo, independente se o cliente optar pela tabela SAC (com parcelas decrescentes) ou tabela Price (valores fixos), ele chega a pagar até três vezes mais do que o valor que financiou. Hoje, os financiamentos imobiliários oferecem taxa de juros de 10% a 11% ao ano”, compara a especialista Lucilene Katibian. “No consórcio não existem juros, apenas a taxa de administração, que diluída no prazo do grupo pode chegar a reduzir drasticamente o custo da operação em comparação ao financiamento imobiliário, diminuindo esse custo para até 1,2% ao ano”, completa Lucilene. Perspectiva Levantamento realizado em dezembro do ano passado pela empresa de dados Kantar e divulgada pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) ouviu 1.600 pessoas em todo o território nacional, envolvendo consorciados e conhecedores da modalidade, isto é, pessoas que têm algum nível de informação sobre o consórcio ou são clientes em potencial. De acordo com a pesquisa, 68% dessas pessoas manifestaram possível intenção de comprar cotas de consórcio em 2024. Entre os que estão planejando, 46% têm objetivos patrimoniais, sinalizando para a aquisição de imóveis (residenciais, veraneio, terrenos ou comerciais). “O primeiro passo é escolher uma administradora autorizada pelo Banco Central do Brasil, que é a autoridade que normatiza e fiscaliza o sistema de consórcios no País desde maio de 1991”, orienta o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi.