Fórum Educação e Trabalho - Formação de Jovens para o Futuro foi realizado à tarde no auditório do Grupo Tribuna, em Santos (Sílvio Luiz/ AT) A capacitação dos profissionais não é tarefa exclusiva das universidades ou escolas técnicas, mas passa pela parceria com a iniciativa privada. E esse conceito se relaciona ao apoio de instituições globais, como a Fundação J.P. Morgan. É o que defende o diretor financeiro da instituição no Brasil, Jorge Santos. Ele participou, ontem, do fórum Educação e Trabalho - Formação de Jovens para o Futuro, realizado no auditório do Grupo Tribuna, com mediação da gerente de Projetos e Relações Institucionais, Arminda Augusto. “Temos programas que estimulam que as pessoas possam seguir seu caminho, voltados aos jovens mais vulneráveis, em todas as regiões. A nossa atuação é em nível global e, em particular no Brasil, a gente acredita que pode capacitar esses jovens para entrarem no mercado de trabalho”, explica. O J.P. Morgan é parceiro da Fundação Iochpe do Centro Paula Souza na formação de jovens para o mercado de trabalho. “A gente procura estabelecer um movimento de parceria entre nossos voluntários nas atividades. A gente procura parceiros locais que possam amplificar essa nossa ambição. O pilar principal da nossa fundação é criar condições para que os jovens possam se desenvolver. Isso é o motivo pelo qual a gente estabeleceu parcerias”, acrescenta o diretor do J.P. Morgan. Elo O instrumento que “une as pontas” é o Programa de Articulação da Formação Profissional Média e Superior (AMS), que começou a ser oferecido em 2019 e permite fazer os ensinos Médio, Técnico e Superior em cinco anos, acrescentando no currículo 200 horas de atividades de contextualização profissional, como palestras e mentorias. “Quando a gente fala de educação profissional, não é apenas da porta da sala de aula para dentro. O AMS articula o nível médio com o superior. Estamos vendo a oportunidade de fazer essa contextualização profissional para estudantes que não fazem parte da AMS, tamanha a importância que a gente vem verificando”, afirma o diretor do Grupo de Formulação e Análises Curriculares do Centro Paula Souza, Gilson Rede. Para Cláudio Anjos, presidente da Fundação Iochpe, a ideia de transformar empresas em centros de aprendizagem também passa pelo apoio do Poder Público. “Nosso sonho se realizou com o acordo de cinco anos com o Centro Paula Souza, que conta, nos primeiros três anos, com o apoio do J.P. Morgan. Por meio do AMS, conseguimos fazer com que nosso impacto saia de dentro das empresas e entre na educação pública de qualidade no Brasil.” A busca por mão de obra qualificada também foi abordada pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. “Com um porto pujante, é preciso (ter) profissionais preparados em todos os setores.” Atento, curioso e tecnológico: é o jovem pelo qual se espera Um jovem atento às demandas do mercado, usando bem a tecnologia e com curiosidade aguçada. É nisso que pensa a líder em Responsabilidade Social da IBM, Flávia Freitas. Para ela, a “missão” de ajudar jovens a encontrarem seu lugar no trabalho em uma atmosfera cada vez mais conectada é executada com afinco. “O objetivo é expandir e levar nosso arcabouço de capacitação para esse novo perfil que se identifica à preparação para o mercado de trabalho. Nossos especialistas técnicos trabalham junto aos professores. Temos um time engajado de voluntários, que atuam como mentores de jovens. É algo gratificante, porque jovens que passaram pelo processo hoje são colegas de trabalho”, salienta. Paula Hypolito, coordenadora de Carreiras do Centro Paula Souza, falou sobre o CPS Carreiras, que conecta alunos e ex-alunos com o mercado de trabalho por meio de uma plataforma digital. “Tem-se um banco de talentos. O mercado de trabalho sabe quem são esses jovens? Onde estão? Ainda existe uma lacuna entre o papel da instituição de ensino e a articulação com quem absorve essa mão de obra. O CPS tem o objetivo de que o aluno passe por nossa formação, mas saiba como posicionar essa formação no mercado de trabalho, por meio do seu desenvolvimento de carreira.” Mercado Consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna e apresentador do programa Porto 360˚, Maxwell Rodrigues acredita que a urgência do mercado por mão de obra qualificada é concreta, mas a forma como ela será contornada exige atenção da iniciativa privada e das universidades. “O profissional moderno é o antenado, que não se distrai. Tem que acabar com a narrativa de que a IA vai matar o ser humano. Não vai. Vai ajudar, sobretudo por questões comerciais e de eficiência.”