[[legacy_image_354666]] Cidade mais bem estruturada da região, Santos enfrenta problemas em relação à mobilidade urbana. Há obstáculos logísticos, sobreposição de linhas municipais e intermunicipais e número de passageiros em coletivos abaixo do desejado. Diante disso, a Cidade planeja ações para superar os obstáculos existentes. Ao traçar um panorama completo, o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET), Antônio Carlos Silva Gonçalves, apontou várias dificuldades. Com 39 quilômetros quadrados de área, a cidade tem mais de 284 mil veículos (média de 1,48 habitante por veículo). Somam-se a eles, diariamente, a cada hora de pico, cerca de 19 mil veículos. Por fim, dez mil caminhões circulam pelo Porto a cada 24 horas. O presidente da CET destaca que falta espaço para um fluxo adequado. “A cidade é antiga. A (maioria das) vias têm de seis a oito metros de largura. Para um corredor de ônibus, precisa de 3,5 metros”. Gonçalves também reiterou que, por sua constituição física, o município não pode fazer grandes intervenções, criando, por exemplo, corredores maiores. Por isto, há a compreensão de que o transporte público é uma saída, já que reduz o número de motos e automóveis nas ruas. Contudo, os números indicam que, hoje, menos pessoas usam o serviço do que há alguns anos. Conforme os dados da CET, em média, 2.257.071 passageiros por mês utilizaram os coletivos no ano passado. Já em 2015, foram 4.416.922, ou seja, 95,7% a mais. E vale destacar: a Prefeitura aumentou o subsídio para segurar o preço das passagens, a fim de que eventuais aumentos não desestimulassem as pessoas. Para congelar a tarifa, a Administração desembolsou mais de R\$ 1,5 milhão por mês em 2023. SoluçõesGonçalves disse que, diante deste cenário, o poder público avalia soluções. Ele afirmou que uma das alternativas analisadas é transformar linhas circulares, aquelas que dão voltas, em troncais, que ligam pontos da cidade. “Hoje, se sair do Rádio Clube e for para a Ponta da Praia, leva-se uma hora e meia. Para ir do Valongo ao Terminal do Jabaquara, em São Paulo, leva-se um hora. É um desafio mudar o sistema”. Também há um estudo para que ônibus que vêm de outras cidades da Baixada não andem pelos mesmos trechos onde trafegam os coletivos municipais. “Existem linhas intermunicipais andando dentro de Santos sem necessidade. Por que um ônibus de Cubatão tem de ir até a Ponta da Praia? Por que não fazer uma conexão no Valongo?”. No entanto, o presidente da CET reconheceu que, para as mudanças acontecerem, é preciso que a segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) seja finalizada, o que deve ocorrer em julho. Ele torce para que o prazo seja encurtado, pois enxerga o modal como um potencial elemento para melhorar a mobilidade santista. Isto por permitir a retirada de dezenas de veículos da cidade. “Com ele, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) vai tirar daqui 70 ônibus por dia”.