A expectativa de vida segue aumentando. Nos anos 2000, estimava-se que um indivíduo chegaria a 71,1 anos. Agora, esse índice foi para 76,4. De acordo com o IBGE, em 2070, atingirá 83,9 (FreePik) A quantidade de pessoas idosas no Brasil atingiu um patamar inédito. Atualmente, 10,9% da população do País tem, pelo menos, 65 anos, sendo que, em 2010, este grupo representava 7,4% do total. Os dados são do Censo 2022, levantamento promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme a pesquisa, no ano do estudo, foram registrados 32.113.490 indivíduos com mais de 60 anos. Isto significa aumento de 56% em relação aos números de 2010, quando o contingente era de 20.590.597. Com estes indicadores, o IBGE mostrou que esta alta não é um fato novo. Na verdade, este movimento cresce desde 1980, momento em Brasil possuía 4% da população com 65 anos ou mais. Vale destacar que o percentual mais recente é o maior encontrado nos Censos Demográficos. Mais comparação Já com relação aos 60+, a proporção de idosos praticamente duplicou. Em 2000, este grupo representava 8,7% do total, mas, em 2022, chegou a 15,6%. Por fim, o índice de envelhecimento quase dobrou em relação ao começo da década passada. Naquele período, para cada 100 crianças de 0 a 14 anos, havia 30,7 pessoas com 65 anos ou mais. Agora, são 55,2. De acordo com projeção do Ministério da Saúde, daqui a seis anos, o número de idosos vai ultrapassar o de crianças. Rápido Indo ao encontro do que o levantamento revela, Mórris Litvak, criador e diretor-executivo (CEO) da empresa Maturi Jovens, plataforma que conecta trabalhadores com mais de 50 anos a oportunidades profissionais, disse que o “mundo está envelhecendo, e o Brasil também, mas de forma mais acelerada. A gente vive esta revolução da longevidade, a principal do século 21. Todos envelhecemos, e isto é bom”.