Comodidade, conforto, agilidade e facilidade são as principais causas da preferência do público por estabelecimentos físicos (Vanessa Rodrigues/AT) Embora o e-commerce siga crescendo e chamando atenção por conta de preços mais baixos, a maioria dos consumidores ainda opta por fazer suas compras no varejo de rua. É isto que confirma a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Um levantamento realizado pelo órgão este ano revela que 80% das pessoas escolhem fazer suas aquisições em espaços físicos. A informação foi trazida ao fórum A Região em Pauta pelo consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Alexandre Giraldi Moreira. Ao expor os dados, ele afirmou que, apesar da possibilidade de adquirir produtos e serviços de casa, por meio do celular ou do computador, o público gosta de ir aos estabelecimentos espalhados pelas cidades. “Oito em cada dez preferem fazer compras em lojas de rua. A galera gosta do varejo físico”, disse. “Os motivos da preferência são conforto, comodidade, agilidade e facilidade. As pessoas querem isso”, concluiu. Em sua fala, o especialista também deixou claro que os objetivos de quem compra pela internet são diferentes daqueles que são nutridos por quem decide se dirigir aos estabelecimentos. Conforme o CNDL, 52% do público que se concentra em negócios via rede mundial de computadores só leva em consideração quanto vai pagar pelos itens desejados. “Eles querem preço. Não é qualidade, mas preço”, ressaltou, declarando, ainda, que os empresários que possuem lojas físicas não devem focar neste tipo de consumidor. Percepção Ao comentar o assunto, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, Omar Abdul Assaf, frisou que após um crescimento do comércio on-line que chamou de “violento”, nota-se o retorno da clientela aos estabelecimentos físicos. “As pessoas estão voltando para os locais físicos. Elas querem ter com quem falar”, citou, mencionando mais um diferencial dos espaços situados em vias públicas: “A loja digital vai ficar, ninguém é contra. Mas, na física, você dá um presente e estimula que a pessoa, se não gostar do produto, possa trocá-lo. Aqui, ela sabe onde trocar”.