Tribuna do leitor - 6 de janeiro de 2021

Na edição desta quarta-feira (6), participações de Eunice Tomé, Caleb Soares, Sergio Fang e Marcelo Mattos

Por: Da Redação  -  06/01/21  -  16:55

Meio Ambiente


Sobre a matéria publicada na coluna Tribuna Livre, sob o título de "Meio Ambiente e soluções coletivas", gostaria de enfatizar que acompanhamos as trajetórias citadas no texto e louvo as iniciativas dos municípios. Por outro lado, preciso lembrar que a luta é árdua e que ações rígidas não podem ser deixadas de lado, nem postergadas. É preciso dizer que os avanços ainda são tímidos, burocráticos, mais uma retórica do que uma aplicação prática. Caso fosse diferente, as cidades já teriam leis de incentivo para energia solar, IPTU Verde, coleta de resíduos nas três frações - recicláveis, orgânicos e rejeitos -, fomento para a compostagem, captação da água da chuva, biodigestores e mais. A partir da união dos municípios, pode-se implantar um programa regional, com modelos de gestão mais eficientes, econômicos, ambientalmente justos e seguros para toda a Baixada Santista. O Instituto Santos Lixo Zero se coloca à disposição para auxiliar nessas tarefas e participar das discussões sobre os temas que envolvem o meio ambiente, sempre com o objetivo de somar e ver realizado um sistema mais sustentável, do ponto de vista econômico, social e ambiental. E forma uma posição - a destinação final dos resíduos deve receber tratamento adequado, nunca deve ser incinerado, o que seria fonte geradora de poluição, com sérios prejuízos para a humanidade.
Eunice Tomé - Santos


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Em campanha


Com certeza, foi um gesto de nobreza a presença do presidente Bolsonaro no funeral do cabo Diogo Gomes de Melo, que pereceu no mar ao salvar crianças, que também morreriam não fosse a nobre intervenção do policial militar. A viúva Débora deve ter sido surpreendida, honrada e consolada com a presença da mais alta autoridade do Brasil. Na verdade, Bolsonaro ganhou a simpatia e, possivelmente, votos de várias pessoas. Fato é que está em plena campanha para reeleição: mistura-se com grupos de várias pessoas, dirige jet-ski, abraça muitos em trajetos a pé, desfila de moto, joga futebol e até fez gol, ou facilitaram para que fizesse. Vai a padarias e toma lanches, dando abraços ou estendendo a mão para pessoas que o cercam. Sempre sem máscara. Inteligente, busca popularidade. No Nordeste, muitos o carregaram, ele com chapéu de vaqueiro. Tem manifestações a favor dele em várias regiões. Assim, leva vantagem antecipada sobre outros futuros candidatos. Por questão de igualdade, pondero sobre a conveniência de a lei eleitoral regulamentar a questão.
Caleb Soares - Santos


Obras necessárias


Santos deveria priorizar antes da construção do túnel ou da ponte as obras de infraestrutura de 2 molhes (guias-correntes em rochas), um entre os canais 6 e 5 e o outro na Ponta dos Limões - Guarujá, conforme estudos da USP. Somente essas obras de infraestrutura é que poderão resolver não só a manutenção do calado em 15 m no canal do estuário no seu trecho 1, como mitigar a erosão na Ponta da Praia e o assoreamento do restante da praia. Qualquer banhista já notou esse fenômeno, quando precisa atravessar as dunas para chegar no mar, principalmente os ambulantes. Com essas obras a água levaria os seus sedimentos adiante do canal, lançando-os mais na barra, onde as profundidades são maiores, do que na baía. Há mais de 10 anos, essa situação permanece sem solução e se acentuando muito depois do reinício dos serviços de dragagem. Isto posto é dever da SPA e da PMS se pronunciarem e com urgência.
Sergio Fang - Santos


Nenhuma vacina


Grande parcela da população tinha em conta os militares das Forças Armadas como indivíduos com formação e preparo intelectual, defensores da soberania nacional. Engano: presenciamos a assustadora incompetência e incapacidade desse contingente, cujo objetivo único é a obtenção de privilégios e a subserviência a um desgoverno civil de ocupação militar, responsável pelo desmonte de políticas de desenvolvimento nacional e pela falência da Saúde. Mais de 50 países já começaram a vacinar sua população, enquanto o Brasil, pela omissão, desgoverno e incúria de militares assentados no poder, não tem nenhuma vacina aprovada pela Anvisa. A falta de data para início da imunização vacinal é fruto do inexistente gerenciamento no combate à pandemia.
Marcelo Mattos - Santos


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