(Alexsander Ferraz/ AT) O calendário datava o ano de 1972. A expressão “desenvolvimento sustentável” começava a ser usada em reuniões preparatórias para a Conferência de Estocolmo e aprofundava os debates sobre a importância na busca de novos caminhos para o então atual modelo de crescimento econômico. A relação entre as vertentes meio ambiente e desenvolvimento começava a ser entendida, planejada e traçada. E agora, após 53 anos, Santos dá um passo a mais na criação de políticas públicas de meio ambiente, desenvolvimento urbano e sustentabilidade, para a cidade do futuro. Como será Santos no próximo século? Vivemos em um município com 281 km2, onde 99% da população habita na parte insular, em pouco mais de 39 km2. No restante do Município, na área continental, contamos com áreas protegidas por lei. Com características tão diferentes entre os dois locais, como conciliar o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental em nossa Cidade? O adensamento populacional em nossa área insular nos desperta para uma realidade: não é mais possível pensar em cidades desenvolvidas sem pensar no meio ambiente. E também não cabe mais pensar no meio ambiente sem reconhecer as cidades como parte desse ecossistema. Para construirmos juntos a cidade do futuro, sustentável, resiliente, adaptável e para todos, precisamos ampliar as ações de arborização urbana, permeabilização do solo, substituição de asfalto por áreas verdes, criação de vias ainda mais arborizadas e com temperaturas mais amenas. Hoje, no Dia Internacional das Florestas e Árvores, temos a oportunidade de refletir sobre nosso papel na construção de uma cidade mais verde e sustentável. Os eventos extremos são realidade global que afetam todo o planeta, mas as soluções passam por intervenções locais. É a resposta ao chamamento do ‘pensar globalmente e agir localmente’. Como poder público, já ampliamos nossas iniciativas. Nesta semana, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) anunciou o programa Santos Sustentável, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Semam), que traz o avanço em arborização urbana, criação de vias verdes, jardins de chuva, pomares urbanos, educação ambiental, matas urbanas e mobilidade sustentável. Juntos, com a população santista, pretendemos encerrar 2025 com mais duas mil árvores em nossa Cidade. Em quatro anos, o desafio audacioso é uma possibilidade real: 10 mil novas árvores em Santos. E contamos com você para tornar esta meta uma realidade. *Glaucus Farinello. Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos