(Imagem ilustrativa/Pexels) Recebi uma charge de um inglês identificado como Gorsly, com o desenho estilizado de uma embarcação viking, na qual o timoneiro sugere a substituição das velas por um conjunto de remos improvisados. A falta de um vento favorável pode ser a causa de muitas desistências de ações que poderiam dar certo, mas que não ocorrem pelo simples fato de os atores não saberem tirar vantagem da própria desvantagem. Infelizmente, poucos sabem ajustar as velas de acordo com os ventos que estão soprando e muitos sequer sabem trabalhar em equipe. Às vezes, uma observação descompromissada de alguém que não conhece um problema qualquer pode indicar uma solução inusitada, especialmente quando se utiliza a técnica de brainstorming, também chamada de “tempestade cerebral”. Nos bons tempos de aula sobre planejamento estratégico, eu colocava para os alunos um problema sobre a retirada de um equipamento enorme que havia sido instalado no andar superior de uma antiga fábrica. Com os “puxadinhos” que se fazem nas construções industriais, não havia meio de retirar o equipamento sem abrir uma “cratera” no assoalho para descer as peças enormes. Para encontrar uma solução para o problema, um grupo de trabalho estava discutindo, horas a fio sem chegar a uma solução. Porém, o servente do café, intrometido como sempre, disse: “joguem pela janela!” Alguém captou a mensagem e pronto! Surgiu uma ideia “genial” de usar as janelas, colocando rampas de aço até alcançar a carroceria do caminhão. É comum o surgimento de paradigmas na busca de uma solução para um problema qualquer. Paradigmas, segundo Carl von Clausewitz (1780-1831) “são muletas para quem não tem imaginação”, limitando a criatividade como atributo indispensável para quem deseja progredir numa profissão qualquer. Hoje em dia, como sabemos, tudo o que pode ser considerado “bom” está ultrapassado. Haverá sempre alguém criando nossos métodos de atuação diante de um problema qualquer. Portanto, sugiro ao leitor desta mensagem uma atenção maior para alguns ensinamentos, tais como: “A sorte ajuda a mente preparada” (Pascal); “Os impérios do futuro serão impérios da mente” (Churchill); ou, segundo Einstein, “A imaginação é mais importante que o conhecimento”, pois este pode ser copiado, pirateado, ajustado ao longo do tempo: a imaginação, ao contrário, é inerente ao indivíduo que sabe explorá-la. Elcio Rogerio Secomandi é membro da Academia Santista de Letras