(Reprodução) Objetivamente, o eleitor escolhe ou é influenciado pela propaganda do lambe-lambe? Até que ponto você, eleitor, é realmente impactado por esse tipo de propaganda? Em uma era onde a saturação de cartazes e anúncios é constante, a pergunta se torna relevante: será que o excesso de lambe-lambes realmente molda suas decisões ou apenas contribui para uma poluição visual que, no final, pode até desencorajar a atenção para as mensagens políticas? A prática do lambe-lambe, usada para colar cartazes em espaços públicos, é comum entre políticos na Baixada Santista desde os primórdios. Embora originalmente voltada para eventos culturais e comerciais, sua adoção em campanhas eleitorais levanta questões importantes. Durante campanhas eleitorais, o lambe-lambe é uma estratégia direta, porém problemática. A quantidade excessiva de cartazes causa poluição visual, degrada a estética urbana e pode danificar a infraestrutura pública, resultando em custos adicionais para manutenção. Qual o compromisso ambiental desse candidato? A legislação sobre o uso de lambe-lambe visa regular essas práticas, exigindo permissões e impondo restrições sobre os locais permitidos para a colocação de cartazes. No entanto, a fiscalização e a aplicação dessas regras nem sempre são eficazes, permitindo a proliferação desordenada de cartazes. Essa saturação visual pode diminuir a eficácia da comunicação, já que os eleitores podem se tornar desatentos a mensagens excessivas. A presença constante de lambe-lambes causa desconforto à população, com muitos cidadãos insatisfeitos com o excesso de cartazes e a falta de manutenção dos espaços públicos. A remoção inadequada contribui para o acúmulo de resíduos e a degradação ambiental, impactando a sustentabilidade urbana. Para lidar com esses desafios, é crucial promover práticas mais responsáveis e sustentáveis entre candidatos e políticos. Alternativas à publicidade invasiva, como campanhas digitais e eventos comunitários, podem oferecer soluções mais eficazes e menos prejudiciais. A prática do lambe-lambe político na Baixada Santista ilustra um fenômeno com impactos significativos na estética urbana, no patrimônio público e na eficácia da comunicação política. Encontrar um equilíbrio entre a necessidade de comunicação política e a preservação do ambiente urbano é fundamental para promover uma cidade mais harmoniosa e sustentável. O candidato a um cargo público deve abandonar práticas que não condizem com as demandas ambientais atuais. Como cidadãos e eleitores, temos a responsabilidade de exigir uma postura ambiental correta de cada candidato. Fotografe as práticas inadequadas, envie a foto e questione o candidato sobre elas. As respostas que receberemos certamente serão variadas. Exercite sua cidadania e faça a diferença! Afinal, de onde vêm os valores empregados nas campanhas? *Elio F. Junior. Especialista em Gestão de Resíduos, Qualidade e Meio Ambiente