Aos que ainda precisam se convencer da existência do Criador, cito o testemunho – de autoridade – de um homem da Ciência, Werner Heisenberg, Prêmio Nobel de Física em 1932: “O primeiro gole do copo das ciências naturais fará de você um ateu, mas, no fundo do copo, Deus está à sua espera”. (Reprodução) O bem-sucedido projeto de criação de uma nova igreja (detalhado em minha crônica anterior) serviu como estímulo para criação de um instituto de pesquisas. Fruto de sofisticada matemática aliada à perfeita metodologia, não há margem de erro em meu instituto: nem para mais nem para menos. A pesquisa inaugural teve o objetivo de identificar qual a pergunta retórica formulada com maior frequência pela Humanidade em todos os tempos (isso mesmo: em todos os tempos – embora, por questões técnicas, não tenha sido possível entrevistar almas que já “partiram dessa para melhor”). O resultado da rigorosa pesquisa foi: “Deus, está me ouvindo?”. Retórica porque Ele sempre ouve, até quando não falamos. Às vezes, essa pergunta mascara a dúvida sobre a existência Dele. Ou traduz “fé intermitente”, que aflora somente nas ocasiões em que se busca Deus como potente analgésico ou ansiolítico quando não há medicação alopata ou homeopata que ponha fim à dor ou à angústia. Na infância espiritual, não se crê em Deus, afinal Ele não pode ser visto, diriam alguns. Discordo: pode ser visto o tempo todo em tudo que nos cerca e, mais do que isso, pode ser sentido. Há quem imagine que acreditar nos avanços da Ciência exigiria abandonar a crença em Deus. Se a Ciência se curva às leis naturais e Deus criou tudo por aí, a lógica nos força a concluir que não pode haver divergência entre Ciência e Fé. A aparente divergência decorre de nossa compreensão limitada. Vivemos em um mundo de 4 dimensões, quer dizer, conseguimos perceber apenas 4 delas: 3 de espaço (largura, altura e profundidade) e o tempo. Perseguindo a Teoria de Tudo (conforme o próprio nome revela, Teoria que busca uma fórmula matemática que explique absolutamente tudo no Universo), a Ciência tem avançado na Teoria das Cordas, segundo a qual existem 11 dimensões: as 4 que conseguimos experimentar em nosso dia a dia e mais 7 recurvadas. Como compreender pormenores da Lógica Divina se, segundo a própria Ciência, nossa percepção do Universo é limitada? E os sentidos que nos possibilitam experimentar o mundo são igualmente limitados? A contemplação de um simples arco-íris é delimitada por nossa visão: enxergamos o vermelho como primeira cor, mas não abaixo dela; e o violeta como última cor, mas nada além disso. Há animais que enxergam o infravermelho; outros, o ultravioleta. Com base em minguada percepção, queremos que Deus nos comprove sua existência, de preferência em foto ou vídeo, ou realizando um desejo. Aos que ainda precisam se convencer da existência do Criador, cito o testemunho – de autoridade – de um homem da Ciência, Werner Heisenberg, Prêmio Nobel de Física em 1932: “O primeiro gole do copo das ciências naturais fará de você um ateu, mas, no fundo do copo, Deus está à sua espera”. *Coronel da PM, advogado e escritor