( Imagem Ilustrativa/Pixabay ) Em um cenário global em que a eficiência energética se torna cada vez mais um diferencial competitivo, a indústria brasileira de máquinas se destaca por sua capacidade de inovação e adaptação. No contexto atual, marcado pela urgência de práticas sustentáveis e redução do impacto ambiental, a eficiência energética não apenas otimiza processos, mas também contribui significativamente para a redução de custos operacionais e para a melhoria da competitividade do setor no mercado internacional. A eficiência energética, definida como a capacidade de realizar mais com menor consumo de energia, é fundamental para o nosso setor, onde o consumo energético representa uma parcela significativa dos custos de produção. No Brasil, o consumo de energia nas indústrias corresponde a quase 40% do valor do bem produzido, com uma grande parte proveniente de fontes hidroelétricas. Embora renováveis e mais ‘limpas’ que a média mundial, essas fontes não estão totalmente isentas de impactos ambientais. Por isso, é fundamental refletir sobre os avanços já alcançados e os desafios que persistem. As empresas brasileiras estão cada vez mais engajadas na implementação de tecnologias que garantam maior eficiência energética. Exemplos como a substituição de motores elétricos ineficientes por modelos de alta eficiência demonstram um potencial de economia significativo, podendo reduzir o consumo de energia em até 470% do valor de aquisição do equipamento ao longo de sua vida útil. Contudo, apesar dos avanços, a indústria brasileira ainda enfrenta desafios substanciais para uma transição energética efetiva. A complexidade e o custo do sistema tributário brasileiro, por exemplo, são barreiras significativas para o investimento em tecnologias mais eficientes. Nesse sentido, uma reforma tributária que desonere os investimentos produtivos e incentive a inovação se torna cada vez mais importante. O apoio, por meio de políticas públicas que incluam incentivos fiscais para a adoção de tecnologias de baixo consumo energético e a implementação de padrões mínimos de eficiência, pode acelerar esse processo. É imprescindível também a continuidade e a expansão de programas como o Programa PotencializEE, importante iniciativa coordenada pelo MME (Ministério de Minas e Energia), MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional), em prol da eficiência energética do setor industrial. A eficiência energética é uma pauta que pode posicionar o País como um pilar para a competitividade industrial e a sustentabilidade econômica. No Brasil, com seu vasto potencial energético, suas fontes renováveis e sua capacidade industrial, as oportunidades para liderar em eficiência energética são imensas. Assumir essa liderança não apenas reforçará nossa posição no mercado internacional como também contribuirá para um futuro sustentável para as próximas gerações. *Gino Paulucci Jr. Engenheiro mecânico, empresário e presidente do Conselho de Administração da Abimaq