Imagem Ilustrativa (Pixabay) Muito antes de ser relacionada à doença, a palavra imunidade era usada no contexto da lei para descrever uma isenção de serviço ou um dever para com o Estado. Somente no final do século 19, o termo imunidade passou a significar “estar livre da doença”. Mas não podemos falar em imunidade e não falar na palavra vacina. Nessa guerra biológica, podemos citar as pesquisas de Edward Jenner (1797) que resultou na vacina contra a varíola; Robert Koch (1882) na vacina contra tuberculose; Jonas Salk (1954) na vacina injetável contra Poliomielite; Albert Sabin (1961) na vacina oral contra poliomielite. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Se vacinação é importante, o que significa vacinar? Vacinar significa proteger? Ao procurar no dicionário o sinônimo de proteger, encontramos os termos abrigar, defender, amparar e inocular. O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Brasil é referência mundial, disponibilizando 31 vacinas gratuitamente no SUS. Porém, o que temos presenciado é um baixíssimo índice de vacinação na população. Qual ou quais seriam as causas disso? Infelizmente alguns comentários a respeito das vacinas, ganharam espaço devido às fake news, como efeitos colaterais graves e lucro da indústria farmacêutica. As pesquisas para criação e segurança das vacinas são extremamente rígidas e, portanto, a possibilidade de efeitos colaterais é praticamente nula. Em comparação com outros medicamentos, o desenvolvimento de vacinas é dispendioso e gera moderados lucros. Para se ter uma breve ideia, a vacina RotaTeq (contra o rotavírus) foi testada quanto a sua segurança em grupos cada vez maiores de crianças, com um custo ao laboratório Merck da ordem de US\$ 350 milhões. Segundo os jornais da época, no ano de 2008, a vacina RotaTeq gerou uma receita a Merck de US\$ 665 milhões, porém, um medicamento para o controle do colesterol, pode alcançar um faturamento na ordem de US\$ 12 bilhões de dólares ao ano. A cidade de Santos pode e deve ser exemplo para o Brasil na busca de melhores índices de vacinação, pois é o berço de importantes médicos na área de infectologia e saúde pública, como Roberto Focaccia, Ricardo Hayden, Juvencio Furtado, Fabio Mesquita, Rosana Richtmann, Marcos Caseiro, Ana Paula Rocha, Marcelo Naveira, Evaldo Stanislau, Marco Antonio dos Reis e Leonardo Weismann; possui 32 policlínicas, promovendo atenção básica à saúde e chefiada por Mariana Trazzi e Evaldo, com qualidade; conta com excelente atuação epidemiológica de Ana Paula Valeiras, chefe da Vigilância em Saúde da Prefeitura de Santos, e de Carla Luppi, tutora do Programa Mais Médicos para o Brasil na Baixada Santista. Lembre-se: vacinar é igual a proteger, a imunidade e a respeito à vida e ao próximo.