O leitor Silvio de Barros Pinheiro, de Santos, escreveu sobre segurança ferroviária (Matheus Tagé/Arquivo AT) Cidade-esponja O conceito de cidade-esponja tem obtido repercussão recente e pela obviedade e simplicidade não se entende por que não começa a ser implementado. Ou melhor, até se entende, porque por vezes esbarra em interesses como os da especulação imobiliária e do culto ao automóvel. Mas passou da hora de enfrentá-los. Jardins verticais e/ou suspensos; gramas na beira das calçadas; ampliação destas e de canteiros, para diminuição do leito carroçável; paralelepípedos no lugar de asfalto em vias secundárias; hortas urbanas em recuos, no lugar de piso de concreto para vagas para carros. Estas e outras são medidas que não custam tanto, pontuais, mas que somadas deixam a cidade mais verde, com ecossistema renovado, mais arejada e permeável. Portanto, mais saudável e sustentável. Wagner de Alcântara Aragão - Santos Pátio Carência enorme da ciência portuária é afirmar que estacionamento traz benefício. Benefício para quem? Navio, caminhão, vagão parado agrega custo à mercadoria repassado ao consumidor. A ciência dos transportes, além das plataformas logísticas que agregam valor desde uma marcação, embalagem, transformação etc., há anos incorpora o conceito de fluxo contínuo controlado por sistemas programáveis. Porto tem função de pulmão (expirar e inspirar), carregar e descarregar transportes, não é estacionamento. Aluisio de Souza Moreira - Santos Segurança ferroviária O assunto agora são os furtos nos vagões de carga que chegam no Porto. Surgem os brilhantes, especialistas, entendidos e palpiteiros de sempre, falando em escâner e outras inutilidades para proteção. Itens que custam caro e vão fazer os ladrões rirem. A única e efetiva solução é soldar as travas em três pontos e removê-las quando da descarga. Em composições estacionadas em locais ermos, a fiscalização por drones fará quem estiver tentando remover as soldas desistir e fugir. Isso pode causar algum atraso, mas vai resolver. Escâneres e transponders só atestarão que os vagões ficaram mais leves após os furtos. Aí, quem paga o prejuízo? Silvio de Barros Pinheiro - Santos Sobre a esquerda Existem equívocos frequentes associados à esquerda política. É blefe pensar que a esquerda é composta só por indivíduos desocupados ou idealistas que sonham com o comunismo. A esquerda é diversificada e suas ideias não se limitam a um único modelo utópico. Ela é monolítica, há uma diversidade de pensamentos e abordagens dentro dela, assim como em qualquer espectro político. Nela, se discute a importância de políticas como a reforma agrária, não para desalojar proprietários, mas para garantir uma utilização mais produtiva da terra, beneficiando a sociedade como um todo e buscando construir um país mais justo, onde oportunidades e recursos sejam distribuídos de maneira mais equitativa buscando desmistificar preconceitos e apresentar uma visão mais realista e abrangente sobre as ideias, focando em uma justiça social com uma economia equitativa. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Arrastão Domingo à noite houve arrastão em São Vicente, gerando pânico e ferindo um motorista de ônibus. Mas isso não é importante. O importante mesmo é que os deputados federais da região estão bem e em segurança, gozando de polpudos salários, pagos inclusive pelas vítimas desse arrastão, sem que os profissionais da imprensa, em geral, os perturbem com desconfortáveis indagações como, por exemplo, “quando vocês criarão leis mais duras contra criminosos?”. Parece ser mais fácil cobrar da prefeitura e da polícia. Pedro dos Santos Neto - Santos Pedágios A notícia de majoração tarifária nos pedágios gerou ofensas contra o governador paulista. Parece faltar discernimento a essas criaturas, que fingem desconhecer que concessões de rodovias foram licitadas há muito tempo, por governos temerários. Não há dúvida de que cláusulas nefastas ao interesse público exigem ampla revisão, até porque as concessionárias descumprem seus deveres. Nicanor Rocha Silveira - Santos Autoridade Há muitas maneiras de se ter autoridade e nem sempre as pessoas sabem exercê-la. Quem tem personalidade equilibrada sabe liderar, não se torna um autoritário. No entanto, muitas pessoas acham que só pela força podem obter o que desejam. Há seres impetuosos, autoritários, e também os ponderados e os subservientes. São virtudes e defeitos de educação, hábitos adquiridos durante a vida, isso todos devem reconhecer. O autoritário confunde subserviência com obediência e respeito mútuo. Acha que todos devem ser subservientes aos desmandos que pratica, sempre reagindo de maneira nociva quando é contrariado. É necessário contrabalançar, para se exercer a verdadeira justiça.. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania