(Vanessa Rodrigues/AT) Energia (1) E se, no caso da Enel, ao invés de multar o CNPJ, a punição financeira recaísse sobre os CPFs de toda a diretoria? Será que a situação no próximo vendaval seria menos sofrível? Pedro dos Santos Neto - Santos Energia (2) Regiões inteiras da cidade de São Paulo ficaram centenas de horas sem energia elétrica. Isso ocorre poucos anos após o sistema elétrico brasileiro, então estatal, estar classificado entre os mais eficientes e confiáveis. Os sucessivos colapsos na Capital são efeito da inadequada privatização do sistema de distribuição, que permitiu que a concessionária que o arrematou cortasse gastos em manutenção preditiva, preventiva e corretiva, além da diminuição de investimentos visando aumentar o lucros e os dividendos a serem distribuídos aos acionistas. Desde Getulio Vargas sabemos que a indústria de base deve ser controlada pelo Estado. Mauro Silva - Santos Fiação subterrânea A transição para a fiação subterrânea é debatida em cidades como São Paulo pelos benefícios estéticos e de segurança. A instalação evitaria acidentes e quedas de energia causadas por árvores, mas os altos custos e a necessidade de abrir ruas são obstáculos. Em Santos, o VLT ofereceu uma chance de iniciar essa mudança, mas a falta de planejamento impediu. O projeto exige coordenação entre governo e concessionárias, e, apesar do custo inicial, os benefícios a longo prazo compensariam. Uma implementação gradual pode ser viável. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos VLT O prefeito eleito Alberto Mourão (MDB) coloca como inequívoca ser sua principal meta levar o VLT até Praia Grande. É prioridade, quase obsessão, como foram antes a urbanização da orla e a Via Expressa Sul. Ele pretende que o VLT seja a grande marca do sexto mandato. Pelos seus cálculos, o novo ramal introduzirá perto de 50 mil passageiros/dia no sistema com uma ligação menos poluente, mais silenciosa e mais confortável. Como, em Santos, a segunda fase do VLT está prestes a ser entregue e em São Vicente o sonho do projeto de extensão à Área Continental já é tratado como realidade, Mourão defende que a expansão chegue até Cubatão, facilitando a vida de milhares de trabalhadores e estudantes da região. O desenvolvimento metropolitano, há anos almejado e à espera de planejamento e atitudes políticas sérias, está próximo de ser alcançado. Alvíssaras, VLT. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Brasil e Elon Musk A situação envolvendo o Brasil e Elon Musk gerou bastante repercussão internacional. A decisão de fechar o Twitter (agora X) no Brasil em resposta às determinações do ministro Alexandre de Moraes pode ser vista como um exemplo de que as leis locais devem ser respeitadas, independentemente do poder econômico e influência de figuras como Musk. Parabéns, Xandão. Continue com pulso firme e bastante determinação, pois no Brasil as leis têm que ser respeitadas. Gilberto Pereira Tiriba - Santos STF O ministro Luís Roberto Barroso, como grande democrata que é, indiretamente criticou a Câmara dos Deputados e a CCJ da Casa pela aprovação de um projeto que trava decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele disse que o STF é o “guardião da Constituição”, uma expressão que todos os ministros repetem exaustivamente na tentativa de mostrar alguma independência, que na realidade não existe. Aliás, um ministro que diz a um brasileiro “perdeu, mané” está cheio de moral e razão, não é mesmo? Marieta Barugo - São Paulo Tecnologia e polarização A polarização ideológica encobre a revolução tecnológica impulsionada pela nova ordem social. Teorias de capitalismo e socialismo são vistas como anacrônicas frente à era dos robôs e da IA, que substituirão o trabalho humano, resultando em desemprego em massa. Historicamente, guerras e epidemias reduziram populações: 12 milhões de mortos na Revolução Russa, 10 milhões na Primeira Guerra e 75 milhões na Segunda Guerra. Hoje, o controle de epidemias e guerras tecnológicas minimiza esses impactos, com 80 mil mortos na guerra Rússia-Ucrânia e 4 mil no conflito Israel-Hamas. Governos precisarão se adaptar, oferecendo renda mínima e taxando robôs para sustentar a economia futura. José Roberto Batista Marins - Santos Saúde As notícias são alarmantes: a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o aumento do consumo de tabaco entre os jovens pode ocasionar mais de um milhão de mortes e cita que a proibição de venda a essa faixa etária evitará o aumento de mortes devido ao câncer de pulmão. As iniciativas para uma “geração sem tabaco” têm sido feitas com sucesso em vários países. Esperamos que o Brasil faça o mesmo. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania.