(Reprodução e Irandy Ribas) A Santos que conheci Sempre que possível, meu saudoso pai tomava o trem da Companhia Paulista em direção a Santos e eu ia tiracolo para visitar tios maternos e aproveitar as férias escolares. Partíamos de Ribeirão Bonito, pacata cidade próxima a São Carlos. O trem nos levava até Jundiaí ou Estação Júlio Prestes para então seguirmos pela rota São Paulo-Santos, sob o comando da empresa Estrada Ferroviária Santos-Jundiaí. Havia naquela primeira rota o vagão Pullman, restaurante glamuroso e esplêndido com seu britânico atendimento. Os trens eram pontuais e majestosos. Mesmo fragilizadas, estas lembranças restaram eternizadas pela saudade. Em cinco décadas, a urbe portuária é outra, as pessoas são outras. No trânsito, as buzinas atropelam nosso caminhar. Os motoristas têm pressa, têm ódio, se sentem poderosos e absolutos. Os cidadãos são outros. Na fila da lotérica, no mercadinho, no comércio, o tédio, a antipatia, a empáfia são notáveis. Um tempo de rudeza. Seria interessante um ensaio sobre esse comportamento cada vez mais distante daqueles tempos em que os trens asseguravam abraços e sorrisos, carinho e respeito, ajuntando vidas em cada trajeto. Nicanor Rocha Silveira - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Reconstrução Em recente viagem ao Rio Grande do Sul, estado governado por um político adversário nas últimas eleições, o presidente Lula teve a oportunidade de mostrar como se governa, entregando casas do programa Minha Casa, Minha Vida às famílias atingidas pela catástrofe climática do 1º semestre. Depois, Lula foi ao Paraná, outro estado onde também não teve apoio nas eleições, e reativou a fábrica de fertilizantes fechada pelo ex-desgoverno, que preferiu importar da Rússia fertilizantes nitrogenados. Com isso, 2 mil trabalhadores foram readmitidos e suas famílias voltarão a ser felizes. Esse é o atual governo, com união e reconstrução. Gostem ou não, diferente e melhor que seu antecessor. Antonio Sergio de Jesus - São Vicente Pássaros de aço Montados em grandes pássaros de aço, deslumbrantes guerreiros americanos, com horários rigidamente obedecidos, partem para o Vietnã. Bombas de estrelas achadas na obscuridão das mentes doentias irão jogar. Lá embaixo, num minúsculo paraíso, alguém reza pela vinda de um herói que possa salvá-los da desgraça que os envolveu. A bomba está engatilhada, um grito de horror parece sair do pássaro de aço. De seu frígido corpo escapam as mariposas de ferro alimentadas com gasolina plastificada. Nos fundos do quintal, do resto de uma casa, crianças com pensamentos de ternura brincam e esperam pela paz. Vendo o alvo, a mariposa de aço quer voltar, mas os guerreiros não deixam. Como um abraço elétrico, mata todas as criancinhas. O fogo cessou, no céu apenas uma nuvem com cheiro da morte, sustentando um jardim com algumas flores mortas, parte para o infinito levando consigo os anjinhos para sua nova morada junto de Deus. Deus é grande e justo, mas acho que irá chorar, pois quando a noite chegar as crianças perguntarão: cadê mamãe? Onde está o papai? João Horácio Caramez - Santos Transporte A população que mora perto da Rua Antônio Monteiro da Cruz, no trecho até a Avenida Guarujá, no Pae Cará, tem lutado para vencer grandes distâncias se deseja pegar um ônibus para ir trabalhar. É preciso que uma linha passe pela Rua Joana de Menezes Faro, mais conhecida como Rua Oliveira e que liga a Avenida Santos Dumont até a Vila Áurea. Quem sabe esse meu pedido não chegue aos candidatos que estão em busca de nossos votos? Tenho certeza de que a população dessa área irá agradecer. Josemilton de S. e Silva - Guarujá Tarcísio A ‘verdade’ de Tarcísio não resistiu à primeira pergunta do jornalista Alexandre Lopes, feita em entrevista na última semana. Antes, o governador jurava de pés juntos e beijando os dedinhos em cruz que a tarifa da Sabesp não aumentaria. Pelo contrário, ela abaixaria. Bastou acabar com o martelo no pregão da Bolsa de Valores para responder que haverá reajuste, desde que comprovados os trabalhos que forem feitos, seja lá o que isso signifique. É a sanha privatista. Renato Caetano de Jesus - Santos Calçadas Gostaria imensamente que as mães e pais dos políticos caminhassem pelas calçadas esburacadas de Santos para que sentissem na pele o que nós sentimos. Com a proximidades das eleições, é hora de varrermos parasitas que não resolvem questões como essa. Depois, não adianta chorar. Dilson Ferreira de Oliveira - Santos Caráter A falta de caráter é associada a comportamentos e atitudes que violam princípios éticos e morais, como desonestidade, falta de empatia, traição ou ausência de integridade. Negar o que é e a qual espectro político pertence também revela falta de caráter. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos