O leitor Gilberto Pereira Tiriba, de Santos, falou sobre a morte do humorista Ary Toledo (Divulgação) Ary Toledo Uma grande perda para o mundo do humor. Morreu Ary Toledo, deixando um legado impressionante com seu talento. Suas piadas e histórias humoradas sempre foram uma parte importante da cultura brasileira, fazendo gerações darem risada. Algumas de suas piadas mais memoráveis envolviam jogos de palavras e duplo sentido. Ele tinha uma habilidade única de linguagem crítica social com humor. Como ele dizia nos shows, a Avenida Paulista é igual casamento: começa no Paraíso e termina na Consolação. Descanse em paz, Ary! Gilberto Pereira Tiriba - Santos Eleição (1) Lendo o ótimo editorial de sábado, sobre as abstenções na eleição de Santos, um trecho chamou atenção: “cabe aos candidatos e aos que já ocupam cargos eletivos apurar o discurso de forma mais assertiva e convincente”. Vejo vereadores com décadas de Legislativo sem propor projetos significativos à sociedade, focando em assuntos periféricos e sempre atentos às possibilidades de aumentar salários e benefícios. Não há consultas à população para saber o que ela pensa sobre determinados assuntos. Para haver redução das abstenções nos próximos pleitos, não adianta falar, prometer e abraçar. Quem está em cargos públicos deve mostrar trabalho, dedicação, nem sempre concordando com o dono do partido e tendo olhar mais amplo da sociedade que o colocou no cargo. Cesar Tavares da Cunha - Santos Eleição (2) Ouso aqui agregar dois pontos ao editorial “O (des)interesse pelas urnas”, publicado no sábado. O primeiro é que muitos políticos não cumprem compromissos e deixam mandatos pela metade. O segundo é que, com o calendário eleitoral atual, temos sujeira nas ruas, poluição visual e sonora, entre outros problemas, a cada dois anos. Por isso, proponho a unificação das eleições e mandatos de cinco anos, com apenas uma reeleição. Rubem Silva - Santos Eleição (3) Não é de hoje que alguns leitores desta coluna fazem críticas sem respaldo na verdade. O candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) sugeriu incorporar projetos de Pablo Marçal (PRTB), derrotado no primeiro turno. Mas quais projetos incomodam tanto a extrema direita? A “escola olímpica”, que integra esporte às escolas municipais? O rodízio para carros de aplicativos, isentando motoristas que dependem disso? A transferência de alvarás e uso de publicidade em táxis? Embora polêmico, Marçal apresentou projetos factíveis. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Idolatria É impressionante como alguns não veem as atitudes que levam nosso país às mãos do comunismo. Algo “nunca antes visto no Brasil”, como diz o ex-presidiário e a turma ensacadora de vento. Agora, é a compra de aviõezinhos para passeios da Janja e de ministros, sem qualquer manifestação da mídia e do Congresso. Pobre brasileiro, sem picanha, sem saúde, sem previdência, sem segurança, sem armamento e com bela frota de aviões. Pena que o Ary Toledo morreu, pois isso seria prato cheio para piadas. Luiz Vinagre - Santos Gratidão Não há quem não tenha motivos para ser grato a alguém, por alguma coisa. A vida é de intercâmbio permanente. Ninguém vive inteiramente só. Uns e outros valem-se, mutuamente, em todos os momentos. Há uma conjugação de esforços para o alcance de cada objetivo. Isoladamente, cada ser é uma ínfima fração do Todo, e somente este é que é absoluto. Nas correlações entre si dessas ínfimas partes fracionárias, nas solicitações mútuas que essas partes reclamam, está o princípio básico da solidariedade e de confraternização, Não deveria haver quem não experimentasse essa ventura de ser grato pela demonstração de um gesto solidário, fraterno, amigo, impregnado da essência do amor cristão. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania Anjos também morrem Em 5 de outubro de 2017, na creche Gente Inocente, em Janaúba (MG), o vigia noturno da escola surtou e incendiou as instalações. A professora Heley de Abreu Silva Batista e mais duas funcionárias, Jéssica Morgana e Geni Oliveira, com o custo de suas vidas, fizeram de tudo para proteger as crianças. A pedagoga, inclusive, entrou em luta corporal com o vigia. Logo a seguir ajudou, juntamente com as outras duas funcionárias, a retirar do local as crianças feridas e as demais. A professora teve 90% do corpo queimado e morreu no hospital, juntamente com as outras duas funcionárias, em virtude do ato heroico. Infelizmente, nove crianças morreram, assim como as heroínas aqui retratadas. Pena que, passados sete anos dessa tragédia, os nomes delas passaram a fazer parte do passado esquecido. Seria de bom alvitre lembrar essas heroínas e ter em mente que existem anjos que dão suas vidas por outras vidas. Odair Ferreira Ramos - São Vicente