O leitor Evandro Duarte escreveu sobre a rede social X, o STF e o ministro Alexandre de Moraes (Antonio Cruz/Agência Brasil) Faróis de Santos Passando pela orla de Santos, seja dentro do ônibus ou a pé, gosto de observar e ter conhecimento dos monumentos da cidade. Por isso, gostaria de saber como ocorre a manutenção dos faróis instalados e qual a função atual deles. Fátima Santos do Couto - Santos Rede social X Bons eram os tempos em que o Judiciário julgava demandas trazidas ao seu conhecimento por partes, Ministério Público, OAB, Executivo ou Legislativo. Juízes só falavam nos autos. Hoje, vejo a derrocada da tripartição dos Poderes, com o senhor Alexandre de Moraes “oficiando” a plataforma X para que nomeasse um representante legal no Brasil, sob pena de retirada do ar. Ninguém requereu ação contra o X nem provocou o STF. Trata-se de um capricho do senhor Moraes, nada além disso, além de ódio a Elon Musk, que muito sabe sobre ele. Mais uma vez, o Conselho Nacional de Justiça e o Senado fazem vista grossa quanto às ilegalidades cometidas por Moraes. Quando abrirem os olhos, talvez seja tarde demais, pois a democracia no Brasil escapa entre os dedos. Evandro Duarte - Santos Políticos O envolvimento político da sociedade não é um dever cívico, como escreveu um leitor nessa coluna. Se fosse, o voto não deveria ser obrigatório, e sim facultativo, como ocorre em regimes democráticos em quase todo o mundo. As pessoas se afastam da política porque, além do fato citado acima, poucos políticos merecem os votos por não representarem o povo e só legislarem em causa própria. O fortalecimento da democracia só será possível com políticos honestos, idôneos etc. Até porque política, como a maioria deles pensa, não é profissão para enriquecer e se aposentar sem precisar de muito tempo. Quem for votar nas próximas eleições deve ter isso em mente ou simplesmente não ir às urnas. Henrique M.C.Cruz - Santos VLT É incompreensível o fato de o novo trecho do VLT englobar o Centro de Santos em vez de interligar as cidades da região, indo do trecho atual até Peruíbe. Essa medida enterra o Centro, pois o VLT não chega à orla, diminui a faixa de rolamento de várias ruas e acaba com as vagas para carros que beneficiavam os lojistas, além de ter uma tarifa por ser elétrico. Triste decisão política. Sérgio da Rocha Soares Filho - Santos Justiça Reportagem de A Tribuna no dia 28 informou que um cidadão foi preso em janeiro de 2023 com 23,4 kg de cocaína escondidos no painel do carro - em um transporte que lhe renderia R\$ 10 mil - e, mesmo assim, o juiz Gerdinaldo Quichaba Costa, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu no último dia 9 absolver o réu confesso. Segundo o juiz, pasmem, não havia motivo legítimo para a abordagem e muito menos para a condução do réu à delegacia. Pergunto: a cocaína encontrada não é motivo legítimo? Mais uma vez nos envergonhamos da (pseudo) Justiça brasileira. Antonio Carlos de Moura - Santos Criatividade O crítico tem visão limitada do conjunto. A quem frequenta este espaço, para ampliar a visão, é preciso olhar no espelho para uma autocrítica. Três palavras bastariam: investir, formar e sustentabilidade. Aliás, gosto e estudo o significado do número 3, o símbolo da sabedoria. O texto “O futuro do trabalho e o bem-estar dos funcionários”, publicado ontem nesta página, chamou minha atenção para o tema. Valter José Viera - São Vicente Paralimpíada Escrevo este texto às 9h30 de sexta-feira, 2º dia dos Jogos Paralímpicos de Paris, e o Brasil ocupa até o momento a 4ª posição, com seis medalhas. Um feito excepcional, que supera em muito o nosso desempenho nos Jogos Olímpicos. Qual a explicação? A pura motivação para se superar? Afinal, se falta estrutura e apoio aos atletas olímpicos, o que dizer dos esportistas paralímpicos? Porém, apesar de a Paralimpíada ser sucesso, não estamos vendo a mesma cobertura da mídia em comparação à última Olimpíada. Por que essa diferença? Antonio Tadeu Torres - Santos Personalidade Ter personalidade é empregar todas as forças no sentido de melhorar a própria vida, mas sem a preocupação de dar satisfação a quem quer que seja. Todos erram, mas se soubessem tolerar o erro das pessoas que não têm capacidade para fazê-lo, a humanidade seria outra. Ninguém tem o direito de bisbilhotar o que os outros fazem. A vida é cheia de trabalhos. Há muito que pensar, compreender e desculpar. Como seres humanos comedidos, procurem ter o tempo ocupado, organizem-se e disciplinem a vida da melhor maneira possível. Dessa forma, sairão vitoriosos na luta que travam, tendo consciência dos deveres a cumprir. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania