(Reprodução) Espírito público Após reunião do presidente Arthur Lira (PP-AL) com as lideranças partidárias, voltou à pauta da Câmara a chamada PEC da Anistia, com finalidade de proporcionar o maior perdão da história a todas as irregularidades cometidas por partidos políticos. No texto da PEC são englobados anistia, imunidade tributária aos partidos, suas fundações e institutos e, de gorjeta, um programa de refinanciamento das dívidas das legendas. O descaramento foi geral e contou com o apoio de praticamente todos os partidos. Nessa hora e por motivo de interesse próprio, conservadores e progressistas votam irmanados. Depois do Congresso avançar canibalisticamente sobre bilhões de reais do orçamento para suas emendas e, de maneira açodada e irresponsável, propor a PEC das Praias e a PEC do Aborto, agora desarquiva a PEC da Anistia. É muito espírito público. Só uma nova grita do nosso povo para obstaculizar um novo atentado contra o Brasil. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Eurocopa Multipluralidade é um termo que, geralmente, se refere à ideia de múltiplas formas de diversidade, onde diferentes identidades, culturas, perspectivas e experiências coexistem e são valorizadas. Essa coexistência nos é apresentada no futebol. Na Eurocopa, por exemplo, as seleções alemã e suíça, entre tantas outras, são um claro exemplo de que o ser humano pode e deve coexistir harmoniosamente. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Vandalismo Vândalos rasgaram redes de beach tennis numa das praias de Santos. Sendo assim, solicito aos congressistas federais da Baixada Santista o cumprimento de suas obrigações, até porque são regiamente pagos para isso, e criem leis mais duras contra vândalos para fazerem eles pensarem duas vezes antes de cometerem seus crimes, pois o Artigo 163 do Código Penal, da forma que se apresenta, é um incentivo a essa prática de crime. Desde já, agradeço antecipadamente. Pedro dos Santos Neto - Santos Extrema direita? A Tribuna gentilmente cede seu espaço diariamente para que leitores ávidos pela boa informação prestada pelo jornal tomem conhecimento do que ocorre em nosso país. Trata-se de um espaço democrático na raiz e não relativo, como um certo descondenado lacrador tanto fala. Contudo, vejo que alguns missivistas aqui falam muito em extrema direita. Gostaria de perguntar a eles: vocês sabem o que vem a ser extrema direita? Qual partido representa a extrema direita? Extrema direita preza pelo domínio do Estado sobre tudo! Assim como na extrema esquerda, o Estado domina o social, a economia, as comunicações, os sindicatos... Onde e quem da extrema direita defende isso? Por favor, sem discursinhos narrativos vazios e militantes. André Durante - São Vicente Trânsito e violência Uma cidade que se propõe a acolher o idoso, sendo muito procurada por aposentados para uma vida mais tranquila na velhice, está demonstrando ultimamente ser um local muito perigoso a quem quer ou precisa sair a pé. De um tempo para cá, percebemos uma enorme impaciência nos motoristas, que de forma geral não respeitam as regras básicas de trânsito. Tem sido visto de tudo: ciclistas trafegando com toda velocidade pelas calçadas e na contramão; motoqueiros que xingam que estiverem na frente deles, não parando em semáforo nenhum; carros que são usados como armas, com toda velocidade. E ainda podemos lembrar o infeliz episódio do idoso morto com um chute pelo motorista. Medidas mais efetivas precisam ser tomadas pelos governantes para conter e evitar estas situações ou continuaremos à mercê de um tanto de insanidade e falta de educação. Cristina Ferreira - Santos Fernando Collor A trajetória de Fernando Collor de Mello é marcada por altos e baixos, além de ser um exemplo de como a política brasileira pode ser complexa e, por vezes, impune. Sua ascensão ao poder em 1990 foi marcada por uma campanha que prometia acabar com a corrupção e trazer estabilidade econômica ao país. No entanto, sua gestão ficou marcada pelo congelamento das poupanças, uma medida drástica que, ao invés de controlar a inflação, causou danos significativos à economia e à população, especialmente às camadas mais vulneráveis. Acabou se envolvendo em esquemas de corrupção, que vieram à tona durante seu mandato, que contribuíram para sua queda e impeachment em 1992. No entanto, sua posterior eleição como senador, anos depois, levanta questões perturbadoras sobre a memória política do povo e a impunidade no cenário político. O retorno de Collor ao poder pode ser interpretado como um exemplo de impunidade, onde figuras políticas envolvidas em escândalos conseguem retornar à vida pública sem enfrentar consequências significativas por seus atos. Gilberto Pereira Tiriba - Santos