(Carlos Nogueira/ AT) Chamem o síndico Na pseudodemocracia brasileira, um partido político entra com ação no STF pedindo que este determine ao Congresso que cumpra sua obrigação e crie a CPMI do Banco Master. O sorteio indica como relator um ministro envolvido no rolo. Aí, este se declara impedido por foro íntimo. Em seguida, novo sorteio indica outro ministro - ex-advogado do atual mandatário do País. Pois é, certo estava mesmo Sebastião Rodrigues Maia, nosso querido e genial síndico Tim Maia. Marcos Mendonça Jakaré - Santos Salvar ou entregar Em janeiro de 2025, utilizei este espaço para alertar sobre o destino incerto do navio oceanográfico Professor W. Besnard. Na época, a embarcação resistia no Parque Valongo, à espera de uma restauração que lhe devolvesse a dignidade. Hoje, o cenário é de luto: o navio tombou, entregando metade de sua história às águas. É um fim melancólico para um ícone que tinha o potencial de ser um museu vivo. O W. Besnard poderia ter sido cenário para ensinar jovens sobre a soberania científica brasileira e a urgência de protegermos nossos mares. Ver sua estrutura submersa é testemunhar o naufrágio de uma oportunidade educacional valiosa. O mar que ele tanto explorou agora o consome, sob o olhar passivo daqueles que poderiam ter mudado seu destino. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Fatos Parabéns aos missivistas Vicente Vasques e Ailton Pereira Bueno pela clareza nos argumentos. Só não aprende quem não quer e digo mais: nossa esquerda caviar fashion está calada quanto ao risco dos EUA declararem PCC e CV como grupos terroristas e não fala nada sobre o dinheiro surrupiado do INSS e o escândalo do Banco Master (que não vai dar em nada). Uma esquerda que prega o amor, mas gera violência. Faz discursinhos de democracia, mas endeusa ditadores e xinga adversários daquilo que, na verdade, ela é. Votaram no descondenado, que não tem uma única proposta de governo, apenas de poder. André Durante - São Vicente Poder deles A democracia, ainda que frágil, é o nosso regime de governo. Os três poderes confundem liberdade com submissão e essa situação impõe que uma força maior defina os limites, antes que a República vire terra de ninguém. Os políticos são cópias do presidente, vendem o país por muito pouco. Importadores pagam por toneladas após entrega nos portos. Aí temos impostos e muito mais no preço do produto final. Toda burocracia cabe ao exportador. As eleições estão próximas e o voto útil é a única via para mudanças sem conflitos e tumultos. Não à reeleição por mais de dois mandatos seguidos ou alternados. Valter José Vieira - São Vicente Queima de arquivo Em ano eleitoral, as teorias conspiratórias estão de volta e demonstram como serão os próximos meses. Fatos tendem a ser ignorados ou esquecidos. Vários nomes citados e não lembraram de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope carioca, acusado de chefiar a mais antiga milícia fluminense e ter histórico de relações com Flávio Bolsonaro, que empregou mãe e esposa de Adriano em seu gabinete na Alerj, na mesma época das rachadinhas. Adriano caiu e foi caçado. Cercado, foi executado em operação desastrosa e as informações que possuía foram silenciadas. Rubem Silva - Santos Espelho O governo Trump criou o Departamento de Eficiência Governamental, que teve Elon Musk como coordenador. Entre outros objetivos, queria reduzir a burocracia federal. No papel, a ideia parecia boa. Na prática, foi desastrosa. Importantes pesquisas científicas foram canceladas e programas relevantes acabaram implodidos com alegações absurdas. Como tudo o que Donald Trump faz costuma servir de espelho para a extrema direita daqui, o risco de repetirmos esse caminho é real. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos