Foto ilustrativa (Davi Pinheiro/Divulgação) Trabalho e saúde Oportuno o texto do médico Marcio Aurelio Soares sobre jornada de trabalho e saúde. A redução da jornada é uma luta histórica da classe trabalhadora - pelo menos desde meados do século 19 - e no Brasil os resultados têm sido pífios. Além da Constituição de 1988, que reduziu o teto máximo da carga diária para 8 horas e da carga semanal para 44 horas, outras tentativas têm sempre esbarrado na resistência do empregadores. A PEC liderada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) contra a escala 6x1 tem o grande mérito de retomar esta luta e de mobilizar movimentos sociais e uma frente ampla gigantesca - à qual me uno - a despeito da resistência raivosa, que não se acanha em utilizar argumentos falaciosos e cínicos. É uma luta que vale a pena ser lutada por todas as pessoas. Existe vida além do trabalho. René Mendes - Santos Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Asfalto Quem trafega pelas ruas de Santos sente o drama da falta de fiscalização e de qualidade do piso. Até vias recém-pavimentadas apresentam ondulações, há falta de capricho em alguns trechos e nos pontos de ônibus, onde finalmente utilizaram material mais resistente. Há também os remendos feitos por concessionárias de água e esgoto, energia elétrica e outras. Eles nunca ficam no mesmo nível da via, sempre mais altos ou mais baixos. Seria possível melhorar? Rubem Silva - Santos Segurança Por uma Santos mais segura, temos que unir forças e apoiar a secretária municipal de Segurança, Raquel Gallinati, na preparação e treinamento da Guarda Municipal para garantir mais eficácia e luta pelo fim da violência contra as mulheres, alinhados aos princípios constitucionais para atender as demandas da população e também trabalhando de forma conjunta com a assistência social no acolhimento das pessoas em situação de rua, com treinamento e cursos a elas. Grupo de Proteção da Família e da Cidadania Democracia Perfeita a coluna do jornalista Rafael Motta na edição de sexta-feira. Não há como falar em anistia para quem atenta contra a democracia, planeja golpe de Estado, associa-se criminosamente e planeja mortes. Alexandra Marino Arruda - Santos Mundo de Bobby Após ler atentamente alguns comentários do amor e da democracia, que idolatram o descondenado da democracia relativa, não consigo conter o riso. Nossa esquerda reacionária fashion de boteco continua a mesma de anos atrás: fala, inventa, deturpa, culpa os outros por aquilo que faz e nada traz de significativo ao País. O povo não é mais idiota. Já tentaram de tudo para condenar Bolsonaro, pois precisam disso. Leiam as falas dos líderes da nossa esquerda, que dizem que têm que pegar em armas, mas a lei aqui é só para um lado. Enquanto isso, na sala da Justiça, os nossos heróis nada fazem a não ser falar. E como falam. A culpa é sempre do anterior. Os Yanomamis morrem aos montes, não existem vacinas, doses são jogadas fora, impostos aumentam e a primeira-dama acha que foi eleita. De nada precisamos mais para passar vergonha mundial. Outra coisa: eu não critico a Lei Rouanet e sim sua finalidade deturpada. André Durante - São Vicente Anos de chumbo Ainda Estou Aqui é um filme que retrata os impactos da perda do deputado Rubens Paiva sobre sua esposa, Eunice, e seus cinco filhos nos anos 1970. O filme relata o desaparecimento de Paiva durante a ditadura militar. Seu desaparecimento e as circunstâncias de sua morte permanecem sem esclarecimento oficial, apesar de diversas investigações ao longo das décadas. A história de Paiva e as consequências de sua perda ganharam nova luz com o filme. A produção aborda o impacto pessoal e emocional do desaparecimento do deputado. O filme destaca os desafios enfrentados pela família ao viver sob vigilância, repressão e incertezas. Além de lembrar as violações de direitos humanos da ditadura, a obra convida à reflexão sobre os traumas geracionais causados por regimes autoritários. Este resgate da história no cinema, aliado a outras iniciativas de investigação e justiça, reforça a importância de não deixar que episódios como o de Rubens Paiva caiam no esquecimento. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Declaração Fiquei pasmo com a afirmação da deputada Rosana Valle (PL), publicada na coluna Dia a Dia de sábado, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sempre lutou pela liberdade no Brasil. Como assim? Ele contestou de forma recorrente as urnas eletrônicas, inclusive com reuniões com embaixadores estrangeiros. Também afrontou com frequência o STF. E nada de dizer que houve normalidade na transição do poder, pois ele viajou antes da posse de Lula. Hoje, com dados robustos, a PF aponta toda a armação do golpe que não conseguiu implantar junto com seus poucos militares. Raimundo Andrade Simões - São Vicente