Os militares nas Olimpíadas

O PAAR dá tranquilidade ao atleta para se preocupar somente com o seu treinamento

Por: Tenente Coimbra  -  20/07/21  -  06:40
 PAAR contribuiu para fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível
PAAR contribuiu para fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível   Foto: Miriam Jeske/CBR

Atletas posicionados no pódio, bandeiras sendo hasteadas, o Hino Nacional sendo tocado ao fundo e a mão prestando continência. A posição poderia ser vista como apenas mais um gesto de respeito para o momento, mas na verdade, o que quer dizer é que o medalhista é das Forças Armadas.


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O Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) foi criado em 2008, por iniciativa do antigo Ministério do Esporte, hoje Cidadania, em parceria com o Ministério da Defesa e buscava melhorar o desempenho do Brasil em eventos como os Jogos Mundiais Militares, que seriam sediados no Rio três anos depois.


A iniciativa contribuiu para fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. Junto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Ministério da Cidadania, os Clubes aos quais os atletas do programa pertencem e as Confederações e Federações Esportivas, o PAAR, hoje, viabiliza o Projeto Olímpico Brasileiro, atualmente, o programa conta com 511 atletas militares em 30 modalidades, das quais 23 são olímpicas.


Para ser atleta do programa o candidato precisa passar por uma seleção, por meio de edital público, que inclui avaliação curricular, entrevista, inspeção de saúde e exame físico. O candidato que estiver apto à vaga passa a integrar a Força Terrestre com a graduação de terceiro sargento temporário e têm à disposição todos os benefícios da carreira, como soldo, 13º salário, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem das instalações esportivas militares adequadas para treinamento nos centros da Marinha (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes - CEFAN), do Exército (Centro de Capacitação Física do Exército e Complexo Esportivo de Deodoro) e da Aeronáutica (Universidade da Força Aérea - UNIFA).


Após a seleção eles passam por um treinamento básico por cerca de 45 dias aprendendo a marchar e prestar continência, por exemplo, e podem permanecer no programa por no máximo 8 anos. Os selecionados não se tornam oficiais e nem podem seguir carreira, o que só acontece via concurso público.


Os Jogos Olímpicos de Tóquio estão se aproximando, até o momento, mais de 200 atletas brasileiros já se classificaram para participar da competição que ocorre de 23 de julho a 8 de agosto. Do total, 52 desportistas são militares e fazem parte do Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR). Eles participarão de 15 das 46 modalidades esportivas. Esse grupo representa 25% do total de competidores.


Entre os representantes do PAAR em Tóquio, está a sargento Ana Sátila, classificada na modalidade Canoagem. Outro militar que representará o Brasil em Tóquio, no atletismo, é o terceiro sargento da FAB, Augusto Dutra da Silva de Oliveira.


Sabemos da dificuldade dos atletas para conseguir patrocínio e muitas vezes é o próprio atleta quem corre atrás, tendo que se desdobrar. Então vejo o PAAR como um meio de incentivar e ajudar os atletas a se preocuparem somente em competir já que têm uma base de apoio.


Os militares atletas que integram o Programa têm à disposição todos os benefícios da carreira direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem das instalações esportivas militares adequadas para treinamento nos centros da Marinha (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes - CEFAN), do Exército (Centro de Capacitação Física do Exército e Complexo Esportivo de Deodoro) e da Aeronáutica (Universidade da Força Aérea - UNIFA).


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