Rodrygo tem de ir para o banco do Santos

Puxando rapidamente pela memória, é difícil lembrar um bom jogo recente do jovem jogador

Por: Heitor Ornelas  -  09/11/18  -  19:26
Há tempos que a manutenção do atacante entre os titulares do time não se justifica
Há tempos que a manutenção do atacante entre os titulares do time não se justifica   Foto: Ivan Storti/Santos FC

Negociado com o Real Madrid por 45 milhões de euros, Rodrygo vai ter para sempre a admiração do torcedor do Santos. Afinal, ele foi o responsável pela maior negociação da história do futebol sul-americano e só não resolveu de vez os problemas financeiros do clube porque o buraco é mais embaixo.


Contudo, há tempos que a manutenção do atacante entre os titulares do time não se justifica. Puxando rapidamente pela memória, é difícil lembrar um bom jogo recente de Rodrygo. E não é nem dizer que ele tem cometido erros graves em campo. A questão é que ele participa pouco dos jogos, sendo notado muitas vezes apenas quando é substituído, como na derrota por 3 a 2 para o Palmeiras, no último sábado.


Cuca é um bom treinador e certamente já identificou o problema. Ele pode até ter suas razões para manter Rodrygo no time, mas para quem acompanha as partidas fica difícil entender a insistência. Ainda mais se levarmos em conta que Bruno Henrique, que também vem mal, já amargou o banco, assim como Gabriel, artilheiro do Campeonato Brasileiro.


Pode ser a oscilação natural da idade, pode ser o turbilhão de sensações que a negociação com os espanhóis possivelmente tenha provocado. Tudo é compreensível. O que fica difícil de entender é por que um jogador que vem atuando mal não cede o lugar para outro. “Ah, mas os reservas do Santos não são opções confiáveis”, você pode argumentar. De fato, Arthur Gomes, Eduardo Sasha, Copete e Yuri Alberto não fazem uma boa temporada. Ainda assim, a mudança se faz necessária.


Rodrygo tem potencial. A médio e longo prazo, pode vir a se tornar uma estrela mundial. Mas, hoje, não apresenta futebol para ser titular do Santos.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
Ver todos os colunistas
Logo A Tribuna