É uma oportunidade especial para compartilharmos momentos com aqueles que mais amamos no mundo: nossas crianças (Imagem ilustrativa/Pexels) No dia de hoje, celebramos mais um Dia das Crianças, uma data que carrega consigo uma importância que vai além da distribuição de presentes. É uma oportunidade especial para compartilharmos momentos com aqueles que mais amamos no mundo: nossas crianças. Elas representam o nosso maior tesouro, o futuro e a esperança de dias melhores. Quem já teve a chance de experimentar o amor infantil sabe exatamente do que estou falando. É um sentimento puro, sem interesses, que transborda autenticidade e que nos toca de uma forma que só quem vive pode compreender. O amor infantil é um dos poucos sentimentos que conseguimos identificar como verdadeiramente desinteressado. Não se baseia em condições ou no que o outro pode oferecer. Pelo contrário, ele flui naturalmente, como se fosse algo divino, uma centelha celestial que habita nos pequenos e nos ensina, a cada gesto, o que é o amor incondicional. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de escrever neste espaço sobre a natureza desse amor e, aqueles que me acompanham, sabem o quanto valorizo e enalteço essa pureza que encontramos no coração das crianças. Muitas pessoas me atribuem o título de alguém que "tem jeito" com crianças, talvez por me conhecerem pessoalmente ou por acompanharem nas redes sociais a relação que construo com minha filha, Laura. Mas há um detalhe que, acredito, contribui para essa percepção: quem convive comigo sabe que, apesar dos anos que se passam, sinto que o sentimento que carrego no peito é a mesmo de quando eu era apenas um menino, ansioso para receber o presente do Dia das Crianças. Prestes a completar 44 anos, posso dizer que, em meu coração, o tempo não deixou marcas. O amor e a amizade que eu sentia na infância continuam tão vibrantes como naquela época. Sempre digo aos meus alunos que a idade pode trazer conhecimento e experiência, mas a capacidade de manter um coração doce e generoso depende de cada um de nós. O passar dos anos não deve, necessariamente, endurecer nossos sentimentos. Podemos, sim, envelhecer e, ao mesmo tempo, conservar o olhar puro e o coração leve que tínhamos quando crianças. Talvez esse seja o verdadeiro segredo para uma vida plena: manter acesa a chama da inocência e da bondade, independentemente da idade. Por isso, acredito que o Dia das Crianças não precisa ser comemorado apenas por quem tem filhos pequenos ou por quem ainda vive os primeiros anos de vida. Esta data deve ser celebrada por todos aqueles que, apesar do tempo, conseguiram preservar a pureza em seus corações. Afinal, ser criança não é apenas uma questão de idade, mas, sobretudo, de como escolhemos enxergar o mundo. Que este 12 de outubro nos lembre disso e nos inspire a continuar amando com a mesma intensidade, alegria e generosidade que só as crianças são capazes de nos ensinar