A suíça MSC surpreendeu a todos ao comprar 56,47% da Wilson Sons por R\$ 4,35 bilhões. (Divulgação/Wilson Sons) No cenário portuário brasileiro, as recentes aquisições têm sido dignas de um verdadeiro espetáculo de Hollywood. Em um enredo repleto de reviravoltas e grandes protagonistas, o episódio agora é saber quais gigantes do setor disputarão o prêmio mais cobiçado: o novo terminal STS10 no Porto de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! A francesa CMA CGM fez sua entrada triunfal ao adquirir 47,55% da Santos Brasil por R\$ 6,3 bilhões. Com essa jogada, não só fortaleceu sua presença no maior porto da América Latina, mas também mostrou que está disposta a investir pesado para se manter no topo. Não muito atrás, a suíça MSC surpreendeu a todos ao comprar 56,47% da Wilson Sons por R\$ 4,35 bilhões. Essa aquisição estratégica expandiu significativamente as operações no Brasil, consolidando sua posição como uma das líderes globais no transporte marítimo. Enquanto isso, a dinamarquesa Maersk parece estar ficando para trás, mas dizem no mercado que fez um movimento audacioso para aumentar sua participação no Porto Itapoá. Sem esquecer sua aposta no novo terminal de Suape, em Pernambuco. Essa aquisição mostra que a Maersk ainda tem cartas na manga e está pronta para competir de igual para igual com seus rivais. Agora, todos os olhos estão voltados para o próximo grande prêmio e seus participantes. Se a CMA CGM decidir que não precisa mais do STS10 devido à sua recente aquisição, ou estiver impedida pela regra do edital, isso realmente pode mudar o cenário da disputa. Maersk e MSC têm uma longa história de rivalidade e ambas possuem vasta experiência e capacidade operacional – e dividem um terminal lotado em Santos. A Maersk e a MSC seguem fortes candidatas, caso o edital licitatório permita que operadores já estabelecidos em Santos possam participar do certame. A Hapag Lloyd, embora possa ser vista como uma concorrente menos óbvia, em agosto de 2023 concluiu a aquisição da SAAM Terminals, uma empresa chilena de terminais e serviços logísticos, expandindo sua presença na América Latina. E tem mostrado um compromisso crescente com o mercado brasileiro, especialmente em parceria com a Norsul na criação da Norcoast. Isso pode dar a ela uma chance significativa na licitação. A novata JBS Terminais, com seu poderoso conglomerado e recentes expansões, tem recursos, liderança qualificada e uma estratégia robusta para competir fortemente pelo STS10. Pode correr por fora e ser a grande vencedora. E não podemos esquecer de outros gigantes portuários, como PSA International e Hutchison Ports, pois ainda não conseguiram se estabelecer no Brasil. A desvalorização do real frente ao dólar torna os ativos do Brasil baratos para as empresas estrangeiras. Além disso, o Governo Federal tem incentivado investimentos para modernizar e expandir a infraestrutura portuária. Os gargalos logísticos são imensos e trazem muito prejuízo ao País. O futuro terminal STS10 em Santos é uma necessidade incontestável, não será surpresa se aparecerem outros improváveis candidatos. A decisão final dependerá de vários fatores, incluindo a proposta financeira, a capacidade operacional e a estratégia de desenvolvimento apresentada por cada concorrente. O suspense está no ar e o setor portuário aguarda ansiosamente para ver quem levará o Oscar dos portos. Preparem suas apostas, porque a disputa está apenas começando. *Consultora portuária