[[legacy_image_355906]] Mesmo com corte de 0,25 ponto na Selic, a renda fixa continua pagando bem. Uma rápida olhada pela página de taxas do Tesouro Direto mostra essa atratividade. O Tesouro IPCA, que mira o longo prazo (não serve como reserva de emergência) paga entre 6,1% e 6,15% ao ano, conforme o vencimento, mais inflação pelo IPCA. Não interessa quanto o IPCA vá atingir no período total, o ganho real (descontada a inflação) será na casa dos 6% ao ano. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Isso vale inclusive com mudanças de governo ou crises econômicas, pois se o investidor não vender o título antes do vencimento, receberá o que foi prometido. Por exemplo, na última quinta-feira o Tesouro Direito mostrava o Tesouro IPCA 2029 pagando taxa de 6,09%. Isso significa que o resgate em 2029 estará corrigido em 6,09% ao ano mais o IPCA. Se forem aplicados R\$ 1 mil, sem nenhum aporte até 2029, o valor total será de R\$ 1.599,92, conforme o simulador do Tesouro. Mas no caso de acrescentar R\$ 100 todo mês, o montante vai para R\$ 9.223,85. Se for um título mais longo, o Tesouro IPCA 2045, com taxa de 6,11%, a simulação (entrada de R\$ 1 mil mais R\$ 100/mês) mostra um saldo de R\$ 85.584,46. O mais curioso é que geralmente as taxas do Tesouro IPCA curtos (que vencem mais cedo) são menores do que as dos longos (2035 em diante) porque ficam menos expostas a riscos, como crise política ou nas contas públicas e recessões. Mas agora pouco diferem. Para 2029 é de 6,09% e para 2045, também 6,11%. O que se entende é que o mercado está confuso com as incertezas do governo e do Banco Central, e também dos Estados Unidos, que ainda não decidiu quando vai começar a cortar os juros. Portanto, tais dúvidas, entre outros fatores, deixam as taxas mais atraentes, lembrando que há alguns anos o Tesouro IPCA pagava 3% e era negociado assim mesmo. Contudo, o Tesouro IPCA é ruim para o investidor conservador que pode precisar do dinheiro antes do fim do prazo, pois a taxa a ser paga será a do momento. E é possível que se tenha um belo de um prejuízo (ou um ganho incrível, mas é preciso entender desse mercado). Caso haja dúvida, a saída é diversificar os investimentos ou estimar o valor que será necessário para o curto ou médio prazo, deixando-o no Tesouro Selic, que pagará a Selic da hora do saque. Por isso, esse título é indicado para reserva de emergência. Mais recomendadas para o mêsDe 25 carteiras das ações mais sugeridas para investir neste mês, compiladas pelo portal ADVFN, a Vale lidera com 13 indicações, seguida de perto pelo Itaú Unibanco, com 12, e Petrobras, com 11. Sabesp e Cyrela têm dez cada. No segmento de BDRs (títulos que espelham ações americanas e que podem ser investidos no Brasil), as preferidas são Amazon e Alphabet (Google), com cinco cada. Nvidia, Microsoft e Coca-Cola receberam quatro votos, e Walmart, JPMorganChase, Disney e Apple, três. Renda com dividendos e fundos imobiliárioPara os caçadores de ações que pagam mais dividendos, o balanço da ADVFN aponta para este mês a liderança de Banco do Brasil, com nove votos, e Vale e Petrobras, com oito cada. Telefônica e BB Seguridade tiveram seis citações, e Itaú Unibanco, CPFL Energia e Bradespar, quatro. Para fundos imobiliários, o vencedor é o BTLG (logística), com cinco recomendações, com o VISC (shoppings) em segundo, com quatro, e XPML (shoppings), VILG (logística) e TRXF (tijolo), com três. Small caps mais indicadasNo segmento de small caps (ações de empresas médias), Vivara e Iguatemi são as mais recomendadas para o mês, com três votos cada. SLC, São Martinho, Santos Brasil, Marcopolo, Lavvi, Camil, BR Partners, Pan e 3R tiveram duas menções. Alerta: essas listas não são indicações prontas a serem seguidas, pois escolhas dependem dos objetivos, como comprar para longo prazo ou aceitar riscos acentuados. Por isso, discuta sempre com seu assessor ou acompanhe as lives da sua corretora.