(FreePik) O Federal Reserve (BC dos EUA) sinalizou que vai cortar os juros a partir de setembro. Por isso, é necessário reavaliar seu portfólio e mirar oportunidades. O problema é saber o que fazer, com um universo tão amplo de opções. Uma forma é olhar para os fundos, começando outra dificuldade: são milhares, ficando difícil escolher os mais interessantes conforme seu perfil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Como os fundos são geridos por profissionais especializados, é óbvio que se pagará uma taxa por isso. Para pagar menos pela administração, compare os de uma mesma classe (renda fixa com renda fixa, ações com ações, etc). Também avalie o nível de risco, verificando se são conservadores, moderados ou arrojados. Os mais arriscados dão mais ganhos, mas também podem perdem muito. Veja ainda se há taxa de performance, percentual que se paga ao gestor quando ele supera uma meta, como bater o Ibovespa, CDI ou outros referenciais. Os fundos também têm valor mínimo de entrada, por aplicação ou para resgate. O mercado não gosta muito de clientes que ficam sacando a qualquer momento, porque isso obriga o fundo a vender ativos para cobrir as retiradas, gerando custos. Lembre-se de verificar a liquidez (quando poderá resgatar). Em tese, quanto menor a liberdade para movimentar seus recursos, mais vantajoso deverá ser para o investidor. Uma recomendação básica: NUNCA escolha seu fundo com base apenas na rentabilidade. Selic que antes caía e começa a subir, inversão no dólar, guerras e medidas do governo alteram rapidamente a evolução do rendimento. Não olhe apenas como o fundo subiu um ano atrás, mas por um tempo maior, principalmente nas crises, tal como na pandemia e guerras. Não conte apenas com o gerente do banco para escolher um fundo. Compare com aplicativos das corretoras, que funcionam como loja de investimentos. Procure também diversificar por meio de fundos, pois geralmente são especializados por segmento, como Tesouro, papéis privados, moedas, e por aí vai. Há os de multimercados, que têm liberdade para atuar em nichos arriscados e atraentes, e os de ações, que se subdividem conforme o perfil das empresas – tamanho, estrangeiras, pagadoras de dividendos, commodities etc. Se você gasta tempo para escolher onde comprar pizza ou a que filme assistir, invista minutos a mais para identificar os fundos que vão ajudar você a ter uma boa vida.