Assim como nas ações, há consultorias ou corretoras que divulgam as carteiras de melhores fundos para investir ou que oferecem informações personalizadas para o investidor (Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Os fundos imobiliários são uma forma acessível de investimento em imóveis. Ao invés de comprar um apartamento ou sala comercial, o investidor adquire cotas de fundo que possui lajes (andares) de prédios corporativos ou edifícios inteiros, entre outras possibilidades. Também dá para correr mais risco via fundos que lançam empreendimentos, que no futuro poderão dar bons rendimentos ou não. O tipo mais comum é o que detém imóveis e os aluga para escritórios, lojistas, indústrias, grupos hoteleiros, universidades e hospitais (veja a coluna da semana passada, que também mostrou a outra modalidade, de papéis imobiliários). Assim como nas ações, há consultorias ou corretoras que divulgam as carteiras de melhores fundos para investir ou que oferecem informações personalizadas para o investidor – neste segundo caso o que acaba ficando caro para quem tem pouco dinheiro. O mais fácil é ler livros e acessar lives sobre fundos imobiliários e começar investindo aos poucos, comprando poucas cotas para entender desse mercado. Em pouco tempo se aprenderá sobre sua capacidade de suportar os riscos desse mercado. Apesar dos imóveis em tese serem ativos de preço estáveis, os fundos têm suas cotas negociadas em Bolsa e sofrem variações. Geralmente são menos voláteis que ações, mas há fundos que podem gerar perda ou pagar rendimentos inferiores ao de outros investimentos, como renda fixa ou mesmo ações. Um dos atrativos dos fundos imobiliários é não ter seus rendimentos tributados. Como se trata de uma categoria que atrai cada vez mais pequenos investidores, a ideia de cobrar Imposto de Renda sobre o ganho mensal não consegue avançar no Congresso. Porém, como outros investimentos, com raras exceções, são tributados, é esperado que esse segmento uma hora seja fisgado pela Receita Federal. Porém, quando se vende uma cota com ganho de capital (vendeu mais caro do que pagou), será preciso recolher IR sobre esse lucro no mês seguinte usando o programa Gcap no site da Receita e pagar Darf com alíquota de 20%. Não tem como escapar. Você terá que informar essas operações na hora de declarar o IR. Caso não tenha quitado o tributo, terá que fazê-lo com multa e correção monetária. É uma parte chata, mas não se esqueça que isso se dá porque houve um bom retorno. A COLUNA NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTO. ELA É APENAS INFORMATIVA PARA O INVESTIDOR, CONFORME SEU PERFIL, TOMAR SUAS DECISÕES. Melhores para gerar renda Para ações que pagam dividendos, os analistas das corretoras escolheram Vivo (Telefônica) e Banco do Brasil como as melhores opções para o mês, com sete votos cada, segundo as carteiras compiladas pelo site financeiro ADVFN. Em seguida se destacam Petrobras e BB Seguridade, com seis recomendações, Vale e CPFL, com cinco, e Gerdau, com quatro. Entre fundos imobiliários, os preferidos são XPML, TRXF, HGRU e BTLG, com quatro cada, e XPCI, PVBI, KNIP, GARE e BRCO, com três. FGTS de Eletrobras Quem usou o FGTS para comprar ações da Eletrobras, privatizada em 2022, amarga perda de até 7,9%, segundo reportagem do site Infomoney. Os que deixaram esse dinheiro rendendo pelas regras do próprio fundo (antes de 3% ao ano mais TR; agora no mínimo o IPCA), se deram bem. Entretanto, o ganho com ações pode demorar muito tempo para render frutos (ou dar tudo errado mesmo). Quem está sofrendo neste caso precisa reavaliar o quanto de risco suporta e analisar se Bolsa é sua praia mesmo. Dólar mais investir lá fora Há uma febre para investir nos EUA por se tratar de uma economia mais estável. Ao mesmo tempo, os bancões seguiram os apps de finanças e passaram a oferecer conta no exterior para aplicar lá fora. Mas leve em conta o dólar, que ficou mais caro e mesmo com a queda dos últimos dias está em patamar mais alto (R\$ 5,4O contra R\$ 5 antes). A recomendação dos analistas é fazer movimentos periódicos, como mensais ou quinzenais, aproveitando recuos pontuais para comprar a moeda.