É necessário saber operar as ferramentas digitais para acessar as várias opções de renda fixa ou variável ou mesmo conseguir desbravar o mercado americano (FreePik) Muitos investidores têm conseguido aprender mais sobre as opções disponíveis no mercado lendo livros e assistindo a lives ou vídeos no YouTube, ainda que muita informação esteja acoplada ao objetivo de vender cursos ou consultorias - nem sempre necessários ou que são caros para quem tem pouco dinheiro. Entretanto, para aproveitar esse conhecimento, fazendo efetivamente os novos investimentos, é necessário saber operar as ferramentas digitais para acessar as várias opções de renda fixa ou variável ou mesmo conseguir desbravar o mercado americano. O jeito mais fácil de investir é pedir para o gerente do banco ou o assessor da corretora fazer a operação, mas quem conseguir manusear os aplicativos poderá acessar muito mais opções. Independentemente de sua facilidade com ferramentas digitais, o começo nem sempre é fácil. Uma vez entendendo onde estão os “botões”, o uso será intuitivo. Mesmo assim é preciso cuidado, mais do que quando você faz pagamentos de contas no app do banco ou compra em lojas virtuais. Para o investimento digital, o ideal é começar com pouco dinheiro, por exemplo, com menos de R\$ 100, e em apps que não cobram taxas para operar. Cuidado com os valores informados, pois se você não tiver o dinheiro na conta no fim do dia, na compensação, sua conta vai ficar negativa ou a Bolsa poderá bloqueá-lo, principalmente no caso do Tesouro Direto. Cada app tem um funcionamento diferente, com home broker para investir em ações, fundos imobiliários e ETFs (fundos que viraram moda). Nos apps dá para investir em Tesouro Direto (também é possível pelo sistema do Tesouro Direto, ou comprar CDBs, os demais papéis de renda fixa (LCI, CRI, debêntures, etc), fundos convencionais e criptomoedas. Cuidado, pois com tanta opção, a chance de fazer um mau investimento também é maior. Antes de acessar o app para partir para a prática, identifique quais são as melhores oportunidades do momento – para isso é necessário estudar os fundamentos de cada segmento e ativo e ficar de olho nas carteiras de recomendações das corretoras, com as melhores opções para o mês. Casas de research fazem análise individualizada, mas será preciso pagar por essas informações. No fim das contas, é preciso estudar e não se acomodar. Muita gente fica “enrolando” por meses e desperdiça boas oportunidades de lucro. VGIR11 diminui rendimento, VGIP11 sobe Neste mês, dois fundos imobiliários de papel da mesma gestora, VGIR11 e VGIP11 tomaram movimentos opostos em relação à remuneração mensal. O canal FIIs no YouTube mostrou que o VGIR11 cortou o valor de R\$ 0,11 por cota para R\$ 0,10, enquanto o VGIP11 aumentou de R\$ 0,62 para R\$ 0,95. Isso porque o VGIR11 investe em papéis de CRI atrelados ao CDI, replicou o recuo da Selic dos últimos meses, enquanto o VGIP11, que compra títulos de IPCA, refletiu a alta da inflação em maio. ETFs que rendem dois dígitos Para quem quer diversificar com mais risco, mas não sabe para onde ir, os ETFs, fundos com cotas negociadas em Bolsa, podem ser um ponto de partida. Segundo o C6, o NASD11, que segue as ações da Nasdaq, teve um retorno de 35% neste ano, enquanto o IVVB11 (S&P 500) subiu 30%. Já o WRLD11, que investe em 9 mil empresas do mundo todo, avançou 25%, o ACWI11 (índice MSCI), 26%, o XINA11 (China), 18%, e o EURP11 (Europa), 18%. Os ganhos impressionam, mas isso não significa que eles se repetirão. Oportunidades com renda fixa privada A tensão do mercado com eventual descontrole das contas públicas, que empurrou os juros para cima, também trouxe oportunidades com a renda fixa privada, como CRI e CRA (respectivamente certificados de recebíveis imobiliários e agrícolas). Mas eles não têm Fundo Garantidor – se o emissor do papel der calote, o investidor terá prejuízo total. Já o Tesouro Direto reduziu suas taxas, mas no caso do Tesouro IPCA está ao redor do 6,2%, ainda atraente.