(Unsplash) Com o dólar quase a R\$ 5,40, é preciso ficar de olho no impacto do câmbio nos investimentos. Seja para despesas no exterior, como estudos, viagens, tratamento de saúde, empréstimos e importações, os economistas recomendam comprar a moeda todos os meses para diluir altas de tempos em tempos ou aproveitar cotações em queda. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Desde 1º de janeiro, a moeda subiu 10,5%, curiosamente a menor cotação (R\$ 4,85) desde essa data até agora. Mas não dava para imaginar que haveria essa escalada. Porém, se a compra fosse feita, por exemplo, em cada dia 1o, a cotação avançaria sem grandes disparadas, respectivamente de R\$ 4,91 (fevereiro), R\$ 4,95 (março), R\$ 5,05 (abril), R\$ 5,19 (maio) e R\$ 5,24 (junho). Se precisasse de US\$ 3 mil para viajar neste mês e comprasse em cima da hora, pagaria R\$ 16.089 (preço sem considerar casa de câmbio e imposto). Mas se o diluísse o gasto desde janeiro, em seis compras iguais de US\$ 500, gastaria R\$ 15.095, uma economia de R\$ 994. E é na ponta do lápis que se consegue realizar o sonho das férias internacionais. Mas se sua relação com o exterior é de investimento, com conta em corretora lá nos EUA, comprando ações ou fundos estrangeiros, seu patrimônio encorpará na conversão em reais, lembrando que obviamente seus ativos estão subindo ou caindo em dólar. Mesmo ficando apenas na B3 ou comprando fundos brasileiros, também se está sujeito à variação do dólar. Petrobras, Vale, frigoríficos e papel e celulose, que são exportadoras, têm suas cotações influenciadas pelo câmbio, pois faturam em moeda estrangeira. Quem compra BDR, que são papéis que espelham ações internacionais, como Microsoft ou Chevron, mas negociadas em reais na B3, também sente a variação da divisa dos EUA. Quem tem mais de 50 anos talvez tenha trauma com o dólar entre os anos 1970 e 1990, muito volátil e enterrando as finanças do País. Mas agora, essa subida de 10% não deve causar pesadelos. Desde o fim do Governo Bolsonaro, o País voltou a formar reservas, que saltaram de US\$ 324 bilhões em dezembro de 2022 para atuais US\$ 355 bilhões. Se algum grande especulador tentar entrar em ação, o BC terá como reagir. Basta ao pequeno investidor ou turista que planeja férias ficar de olho e aproveitar as oportunidades. A COLUNA NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTO. ELA É APENAS INFORMATIVA PARA O INVESTIDOR, CONFORME SEU PERFIL, TOMAR SUAS DECISÕES.