[[legacy_image_275104]] Com as duas grandes corretoras de criptomoedas, Binance e Coinbase, na mira da SEC, que é a CVM (xerife do mercado) dos EUA, o bitcoin, entre outras moedas digitais, interrompeu a fase de recuperação. O bitcoin, que saiu de US\$ 16,6 mil em 1o de janeiro, em 14 de abril atingiu seu melhor nível no ano, de US\$ 30,5 mil. Quem entrou e saiu, respectivamente, nessas duas datas, embolsou lucro de 84%. Na quinta-feira, estava em US\$ 25,5 mil e ontem em US\$ 26,3 mil, uma queda de 14% em relação ao 14 de abril. Portanto, faturar alto ou tombar com força depende de quando se entra ou sai do mercado, o que é difícil de acertar. Isso vale para qualquer mercado, mas no caso das criptomoedas os riscos agora estão potencializados. Mesmo assim, entre investidores ressabiados e outros desesperados, os de sangue frio aproveitam para acumular bitcoins com preços mais baratos. Segundo a SEC, a Binance (maior do mundo), que patrocina o Santos, e Coinbase (maior dos EUA) operaram nos Estados Unidos como bolsa sem estarem registradas no órgão fiscalizador. A SEC considerou que algumas criptomoedas são títulos, o que exige das duas casas estarem sob as regras do órgão regulador. Ativos digitais de grande capitalização (volume de operações de compra e venda), como cardano, polygon e solana, concorrentes do bitcoin, que não está na mira da SEC, foram consideradas títulos. Segundo o site Cointelegraph, 11 estados, no rastro da SEC, se anteciparam e proibiram Binance e Coinbase de operarem em seus territórios. Alguns analistas acham que as duas casas poderão deixar de operar com essas moedas vistas como títulos para escaparem de proibições. Imagine o impacto que isso teria no mercado com investidores tentando vender essas criptos sem poderem negociá-las nos EUA. Haverá o resto do mundo para operar, mas seria uma restrição daquelas, lembrando que há fundos, especializados em moedas digitais ou não, que precisam atuar de forma transparente para seus investidores e para os órgãos reguladores (pois são fundos que também atuam na bolsa convencional). Com tanto risco de restrição, é dinheiro que sai do mercado, o que explica a queda do bitcoin. O meio cripto não vai acabar e as negociações continuam, mas alguma previsibilidade seria festejada.