últimas décadas seus parcos tostões nos álbuns da banda de Manchester (Reprodução) A banda Oasis, uma das chatices mais festejadas da década de 1990, está de volta. E eu com isso? O fato de, pessoalmente, não me interessar pela notícia não me impede de reconhecer que é impossível desprezar cerca de 75 milhões de pessoas. Este é o número de gente que gastou nas últimas décadas seus parcos tostões nos álbuns da banda de Manchester, uma esmaecida imitação dos Beatles. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No melhor estilo Caim e Abel, os irmãos Liam e Noel Gallagher, líderes do notório grupo, se engalfinharam até não poder mais. A coisa acabou conforme o previsto. Eles assassinaram sua famosa galinha dos ovos de ouro e prometeram, em 2009, nunca mais voltar. Prometeram, mas, ao que parece, não cumpriram. A banda, ou o que restou dela, acabou de anunciar 14 shows para 2025. Todos serão no Reino Unido e os ingressos começam a ser vendidos no próximo sábado. Foram confirmadas apresentações em Cardiff, Manchester, Londres, Edimburgo e Dublin. Se os Gallagher conseguirem se aturar mutuamente, pendenga que deve explodir nas casas de apostas nos próximos meses, talvez eles rodem o planeta e venham até mesmo parar por aqui pelo Brasil. Tudo parece acertado com o calendário. O fim da banda completaria exatos 15 anos hoje e, amanhã, o disco de estreia do Oasis, Definitely Maybe, fará 30 anos. Tudo isso, sinceramente, me passou como se tivesse caído em um sono profundo com relação à massa sonora pseudo-psicodélica do Oasis. Da minha parte, o melhor que se disse sobre eles foi na comedia musical Yesterday – A Trilha do Sucesso. No engenhoso filme, um cantor e compositor anônimo sofre um acidente e, quando acorda, está em um mundo onde os Beatles nunca existiram. Ao fazer uma pesquisa na internet, a despeito da ausência completa do quarteto de Liverpool no planeta, percebe que tudo está normal, menos por um detalhe: o Oasis também nunca existiu. Rapidamente, o protagonista se limita a apenas um comentário: “é, faz sentido”. Noel Gallagher anunciou, no fim de agosto de 2009: “É com tristeza e grande alívio que digo que desisto do Oasis esta noite. As pessoas podem dizer o que quiserem, mas eu simplesmente não consigo trabalhar com Liam por mais nenhum dia”. Desde então, os integrantes remanescentes continuaram juntos, como o grupo Beady Eye, mas se separaram em 2014. Liam seguiu, então, em carreira solo. Noel, por sua vez, tem a banda High Flying Birds. Nenhum deles, a bem da verdade, conseguiu jamais o mesmo sucesso do Oasis. Juro que, em consideração aos amigos queridos que insistem na qualidade da banda, vou tentar mais uma vez ouvir e gostar do Oasis. No mais, com relação à volta, tudo me parece mesmo um grande e engenhoso caça-níqueis. Mas, enfim, que se divirtam.