Wagner Gomes é um apaixonado pelo esporte que viajou pelo Brasil para surfar (Divulgação) Os pais de Wagner Vovô são pernambucanos. A mãe, indígena de Águas Belas, município do agreste pernambucano, recebeu o nome de batismo Maria das Graças de Andrade. Já o pai se chamava José Gomes Filho, de Recife, capital do estado. Do encontro do casal formou-se uma família. Os Gomes se mudaram para Cubatão, na Baixada Santista, aproveitando a oportunidade de emprego pela construção da Petrobras. Em Santos nasceram Stanley (1956) e a irmã mais nova, Magali (1960). Wagner, por sua vez, nasceu em 14 de fevereiro de 1958, em uma Cubatão recém-emancipada de Santos. No Jardim Casqueiro, Wagner e seus irmãos passaram a infância morando no sítio, criados no meio do mato, entre animais e a natureza, ainda irretocável. Nos idos dos anos 1960, a família se mudou para a Divisa, região popularmente conhecida como Tambores. Foi a partir dali o encontro dos irmãos com o mar. Stanley já surfava e arrastou o irmão mais novo para o mundo do surfe. No Itararé, Wagner conviveu e se inspirou em Cocada, Cokinho, Longarina, Ventania, Orelhinha e Nelson Exel, entre outros. Surfar no Itararé, Canal 1, Itaquitanduva e Porta do Sol são suas lembranças mais antigas. Ao lado de Lequinho, Almir e Picuruta Salazar, Wagner colecionou muitas histórias. Foi Stanley quem o levou para conhecer e surfar o Guarujá, junto a Saulo Nunes e Orlando Picareta, seus heróis à época. Em 1965, Saulo lhe deu um canhão Glaspac. Wagner voltou a pé do Guarujá, feliz com sua primeira prancha. Seu guru e mestre foi Homero Naldinho. Em 1965, Wagner trabalhou na faxina e conserto na fábrica de Homero. O apelido Vovô veio de rabugento, criado por andar com os mais velhos. Depois, foi laminador em fiberglass na Shine Surfboards, do Kareca. Wagner parou de estudar e se dedicou à fabricação de pranchas. Fez do surfe o seu meio de vida. No Guarujá, Wagner formou sua base com os irmãos Mattos (Paulinho, Amaro e Neno), além de Daniel, Toninho, Dedé, Kareca, Paulo Rabello e Tinguinha, entre outros. Inspirado por eles, criou o termo Tombo Boys. Wagner acumulou experiência por onde passou. Viajou o Brasil para surfar, fabricar pranchas e conhecer pessoas especiais, compondo sua imensa família do surfe. Em 1982, Wagner foi campeão brasileiro master de longboard. Aos 66 anos, casado com Rita de Cássia e pai de Wladimir, Wagner mora em São Vicente e trabalha no ramo do café, na Santos Best Coffee, com Christian Wolthers, da Viking Surfboards. No surfe, continua na ativa, como juiz e spotter de competição há mais de 55 anos. ACOMPANHE NOSSAS PUBLICAÇÕES NAS REDES SOCIAIS @MUSEUDOSURFESANTOS COORDENADOR DE PESQUISAS HISTÓRICAS DO SURFE @DINIZIOZZI - O PARDHAL