(Freepik) Podem me julgar, mas eu já estou pensando no menu do Natal. Não sei, já que o ano passou voando, resolvi não lutar contra e o deixei me levar. As lojas já se vestiram a caráter, os panetones já chegaram e eu entrei no mood fim de ano, como dizem as redes sociais. Sei que ainda nem tivemos o segundo turno das eleições. Mas não vou mentir, entre um voto e outro, eu já estou pensando nas delícias que vamos colocar na mesa. Não vai ter jeito de deixar de lado o pistache nessa ceia, o ingrediente que dominou 2024. Afinal, além de ser delicioso, tem cara de Natal. Não é justo ele reinar o ano todo e ficar fora dos preparos natalinos. Eu particularmente continuei reservando essa iguaria só para o gelato, para não banalizar um ingrediente tão nobre. Mas, no fim do ano, ele merece estar em uma cheesecake ou até um bolo com frutas vermelhas. Quem sabe o que podemos inventar? Já que estou adiantada, cuidei de pintar a casa. Pois é, terminei a bagunça da pintura e as paredes estão reluzindo como se estivessem estreando. Aquela sensação lar renovado, sabe? Agora, só falta a árvore, que está no canto do maleiro me encarando, pronta para ganhar as luzes e os enfeites que a farão brilhar. Sou daquelas que decora a casa toda, vou tirando caixas e caixas de enfeites, de porta-guardanapo a castiçal. Tem de tudo. Eu sei, podia ter deixado para pintar a casa em dezembro, mas quando chega novembro, todo mundo corre para deixar tudo nos trinques e encontrar alguém disponível para um trabalho de última hora é quase como ganhar na loteria. Desta vez, saí na frente. Quem sabe eu não faça uma ceia teste, antecipada, só para entrar no clima. Já fiz isso, afinal, sempre tenho que testar receitas e isso é uma ótima desculpa para reproduzir tudo antes da data e ver o que dá certo. Se bem que a família quer sempre a mesma ceia. Difícil de mudar. Às vezes consigo incluir uma coisa ou outra. Mas é uma reunião de tradição, de memória afetiva e aí o que vale é mesmo aquele sabor que a gente reconhece, que nos leva para um lugar bom. Agora é só esperar o Natal chegar (e a gente sabe que ele vem rápido) e ver o que mais o ano tem a oferecer. Mas uma coisa é certa: minha mesa já está reservada para o que há de melhor — e para o pistache, claro.