(Divulgação) Só tem uma época do ano que rivaliza com dezembro e é junho, e mesmo assim fica devendo. Adoro Natal, todo o clima de festa, as vitrines enfeitadas, os prédios iluminados, as reuniões de família, as confraternizações, o espírito de solidariedade que aflora nas pessoas e, claro, os quitutes. No Brasil, em junho, a gente tem as festas juninas, com comidinhas espetaculares, arraiás incríveis e muita tradição. Mesmo assim, a época natalina não encontra concorrentes. Com as plataformas de streaming, como Globoplay, Netflix, Prime, Pluto etc., surgiu outra maravilha desse período: os filmes bobinhos de Natal. Aqueles bem água com açúcar, para ver comendo pipoca e sem pensar em nada. O Universal Channel tem uma maratona com um nome apropriado: Natalxonados. Acho que me encaixo. Eu sei que tem quem deteste, mas eu gosto de ver a cidade cheia de turistas. Os shoppings lotados na semana após o primeiro dia do ano, quando muita gente estica a virada na praia e segue aproveitando as delícias da nossa Santos, que temos o ano todo. Não me importo de dividir com eles um pouquinho delas nas férias. É meu presente de Natal. Aliás, por incrível que pareça, mesmo sendo uma Natalxonada, nunca tirei férias nessa época e, por ossos do ofício, invariavelmente trabalho no Natal ou no Ano-Novo, dependendo da minha escala. Mas este ano vou experimentar a sensação de curtir as festas integralmente. Estarei off. Semana que vem ainda ocupo este espaço, mas no mês de dezembro estarei curtindo todos os mínimos detalhes natalinos. Espero voltar recarregada de inspiração em janeiro, mês solar, do meu aniversário, de novos projetos, renovação, verão. Tenho até medo de como vai ser este verão, diante de todo o revés do clima que temos visto Brasil e mundo afora. Estranhando que este fim de novembro ainda está ameno, como que nos dando uma trégua para o que virá. Lembro de, quando criança, a gente não conseguia pisar na areia fofa de tão quente e que no asfalto, diziam os adultos, daria para fritar um ovo. Mas a sensação não parecia tão sufocante como tem ficado nos últimos tempos. Talvez seja eu ficando velha mesmo e cada vez mais agradecendo ao inventor do ar-condicionado, com meu pote de pipoca e meu filminho bobo de Natal com imagens repletas de neve.