Riqueza ambiental e investimentos

Inovar e ter recursos para investir são fundamentais para aproveitar a diversidade ambiental do Brasil

Por: ATribuna.com.br  -  28/10/22  -  06:12
É preciso aliar a riqueza ambiental do Brasil ao desenvolvimento sustentável
É preciso aliar a riqueza ambiental do Brasil ao desenvolvimento sustentável   Foto: ( Divulgação)

Os biomas do Brasil, como a Amazônia, o cerrado e a Mata Atlântica, com seus rios e florestas e uma fauna diversificada, provam o imenso capital ambiental que o País possui. Mas é preciso saber conviver sustentavelmente com ele, inclusive investindo nesses meios para obter serviços e produtos sem haver a retirada de componentes da natureza que não serão reaproveitados ou poluirão o planeta, como no caso dos combustíveis fósseis.


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O segundo encontro da Agenda ESG, do Grupo Tribuna, realizado na última terça-feira (25), discutiu o potencial do investimento ambiental no Brasil, que está muito atrasado na comparação com países mais avançados nesse meio, como Alemanha, Dinamarca, Japão e mesmo a China. Aliás, a nação asiática, com base em sua impressionante capacidade de fazer comércio, produzir de forma barata e assimilar tecnologias das potências concorrentes, lidera a produção dos principais equipamentos com foco em fontes renováveis.


No caso do Brasil, mesmo com uma diversificação de suas atuais fontes energéticas, aos poucos as empresas e as pessoas físicas fazem uma migração dos combustíveis fósseis para renováveis, de forma voluntária, buscando um custo menor. Infelizmente não há mudanças guiadas por um plano central, com um grande programa de financiamento, subsídios e impostos mais baixos. É o caso dos veículos elétricos, que não contam com uma estratégia nacional que poderia ir desde a obtenção de matérias-primas e a construção de montadoras até o crédito para a compra do automóvel (nos EUA, já há subsídio para atrair o comprador) e a instalação de pontos de abastecimento. Em Santos, há poucos pontos de recarga em shoppings, lojas de veículos e alguns edifícios mais modernos.


Apesar dessa transição lenta e desorganizada para fontes renováveis, o empreendedor brasileiro segue inovando, como a produção de plástico a partir da cana e a disseminação de torres eólicas pelo Nordeste. Nesta semana, a maior empresa desse setor no Brasil, a Casa dos Ventos, vendeu um terço de seu capital à gigante petrolífera francesa Total, que está em um evidente plano de desbravamento do mercado de novas fontes energéticas, com a decadência da era do petróleo se aproximando.


Há ainda outros inúmeros meios para produzir riqueza a partir do meio ambiente sem destruí-lo, como o turismo ecológico, a produção de alimentos nas proximidades das grandes cidades para evitar a queima de combustíveis (ou então que se invista em transporte a longa distância menos poluidores) e a troca do petróleo na industrialização de outros produtos.


Inovar e ter recursos para investir são fundamentais para aproveitar a diversidade ambiental do Brasil, mas os empreendedores e o consumidor precisam de um norte, pois em estágios iniciais, as novas tecnologias têm mais riscos e custos na implantação e na aquisição de produtos na ponta final.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
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