O momento, mais do que nunca, exige que o eleitor faça escolhas conscientes e criteriosas, baseadas em propostas concretas e não em promessas vazias ( Roberto Jayme/TSE ) A menos de duas semanas para as eleições municipais, a Região Metropolitana da Baixada Santista conta com 45 candidatos aos executivos municipais. Esses candidatos disputarão o cargo de prefeito, responsável pela condução das políticas públicas em municípios com desafios e potencialidades únicas. O momento, mais do que nunca, exige que o eleitor faça escolhas conscientes e criteriosas, baseadas em propostas concretas e não em promessas vazias. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! É comum, durante o período eleitoral, ouvir candidatos apresentarem intenções grandiosas. No entanto, o eleitor deve estar atento às ações efetivas que serão adotadas para cada proposta. O que está sendo prometido em termos de saúde, educação, segurança, mobilidade e infraestrutura? E mais importante: de onde virão os recursos para cada promessa? Um plano de governo deve ser mais do que ideias abstratas; ele precisa ter base em viabilidade econômica, orçamentos realistas e estratégias claras de implementação. Entender o funcionamento dos executivos e o que é de alçada municipal, estadual e federal permite ao eleitor fazer a triagem de candidatos a prefeito que prometem, por exemplo, ampliar o efetivo de policiais militares ou vagas em universidades federais. Ao longo dos anos, o processo eleitoral no Brasil evoluiu significativamente. Hoje, há inúmeros mecanismos à disposição do eleitor para verificar a veracidade das informações e a vida pregressa de cada candidato. Com a digitalização e transparência de dados, é possível acessar canais de checagem, portais de prestação de contas, e análises independentes, facilitando o exercício de uma escolha informada. O eleitor não precisa mais se guiar por boatos ou promessas sem fundamento; os fatos estão à mão, prontos para serem consultados. Outro ponto importante a se destacar é que o processo eleitoral não termina com o voto. Eleger um candidato é apenas o início. Durante os quatro anos de mandato, é crucial que a sociedade acompanhe o trabalho dos eleitos, fiscalize suas ações e cobre a execução das promessas de campanha. A participação cidadã ativa é fundamental para a consolidação de uma democracia sólida e para garantir que os compromissos assumidos sejam cumpridos. O eleitor não deve ser um observador passivo após as urnas se fecharem. O processo eleitoral no Brasil evoluiu de maneira positiva, é preciso admitir. A reforma eleitoral e as novas práticas de campanha trouxeram um ambiente mais limpo e organizado. As campanhas, agora mais voltadas ao ambiente digital, permitem um alcance maior sem o desgaste ambiental, garantindo que o foco esteja no conteúdo das propostas. Em tempos de decisões tão importantes, a responsabilidade do voto ganha uma nova dimensão. Não se trata apenas de escolher quem estará à frente do município, mas de definir o futuro das cidades, seus rumos econômicos, sociais e ambientais. As eleições municipais são o espaço em que a cidadania se exerce de maneira direta e profunda.