(Francisco Arrais/ PMS) A criação do Distrito Turístico de Santos vem em bom momento, coincidindo com investimentos no Centro Histórico e no sistema de transportes, o que poderá estimular um setor que gera muitos empregos e que tem papel importante na economia santista. Formalizado por meio de decreto assinado na quinta-feira pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Rogério Santos (Republicanos), o distrito facilita a busca por recursos públicos e privados para revitalização, uma necessidade que nunca vai cessar quando se trata de um polo de interesse histórico que exige investimentos no comércio e no próprio turismo. A iniciativa ainda pode ajudar a convencer empresas a instalarem suas sedes no Centro santista, que precisa estar com infraestrutura em ordem, mobilidade modernizada e segurança pública ampliada, além de contínuos estímulos para a restauração das edificações antigas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A iniciativa estadual de implantar distritos turísticos beneficia cidades ou regiões que possam funcionar como um polo de desenvolvimento da área, com alto impacto na geração de empregos e movimentação de turistas. No caso santista. o distrito abrange o Centro Histórico, que tem como atuais empreendimentos de destaque o Parque Valongo, o Mercado Municipal e a revitalização da Rua XV, além da Vila Belmiro. O secretário estadual de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, acredita que o Distrito Turístico de Santos tem potencial para atrair até R\$ 2,3 bilhões em investimentos até 2027, considerando iniciativas que devem ser feitas neste período. Além de mais investimentos em marketing para convencer os turistas e também os moradores da região a frequentarem o Centro Histórico mais a Vila Belmiro, a segunda linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) também terá um papel importante. A realização de mais eventos culturais, que acabam gerando movimento para atrações como os museus Pelé e do Café, também funciona como um vetor gerador de negócios de turismo. Por último, o estímulo de moradias no Centro, que não tem relação direta com o Distrito Turístico, também se torna vantajoso, pois reduziria o esvaziamento das ruas após as 18 horas e nos fins de semana. O turismo, por ser uma atividade de serviços, foi um dos setores mais atingidos pela pandemia e tem se recuperado aos poucos. Além de ser uma vocação econômica de Santos, esse segmento tem a característica de gerar emprego que não exige alta capacitação, o que o torna relevante sob o aspecto social. Entretanto, é preciso manter muito investimento no treinamento de pessoal, na limpeza urbana e no patrimônio histórico. Hoje, há uma discussão nos grandes centros do mundo sobre como reduzir o impacto da massa de turistas, expulsando os moradores locais para bairros mais baratos. Aqui, por enquanto, ocorre o contrário. Se for adotado um pacote de iniciativas de forma sustentável, resultados econômicos logo chegarão.