Foto ilustrativa (Vanessa Rodrigues/AT) Neste domingo, exatos 595.366 eleitores estão aptos a voltar às urnas nos municípios de Santos (353.697 pessoas) e Guarujá (241.669) para decidir quem conduzirá o futuro desses dois municípios estratégicos para a Baixada Santista. Ambas as cidades vivem o clima tenso de uma campanha marcada por trocas de acusações entre os candidatos, o que torna ainda mais crucial o voto consciente, analisando propostas com critério e responsabilidade, e peneirando aspectos e movimentos revestidos apenas de táticas de campanha. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Santos e Guarujá têm desafios complexos e distintos. Enquanto Santos busca consolidar e ampliar seu crescimento sustentável e aprimorar os serviços públicos em uma economia dinâmica, Guarujá precisa equilibrar o desenvolvimento turístico com melhorias na infraestrutura e na oferta de serviços essenciais. A escolha dos gestores que enfrentarão esses desafios não pode se basear apenas em discursos inflamados ou ataques pessoais, mas nas soluções apresentadas para problemas reais da população. A última rodada de pesquisas revelou um cenário preocupante: muitos eleitores ainda estão indecisos e há uma significativa intenção de votos nulos e em branco. Tal tendência segue a fotografia observada no primeiro turno, quando impressionantes 103 mil eleitores de Santos não foram às urnas (29,26%) e, em Guarujá, outros 56 mil (23,25%). São números expressivos que decidem uma eleição. O desânimo é compreensível diante da polarização e da qualidade dos debates, mas é importante lembrar que deixar de votar ou anular o voto é abrir mão da chance de participar do processo democrático. O resultado deste segundo turno será decisivo para o destino das cidades e da região, que dependem de uma gestão eficiente e comprometida. Em comum, Santos e Guarujá têm as margens do canal do maior porto da América Latina, e a presença de gestores municipais qualificados e que saibam articular com outras esferas de governo é imprescindível para o desenvolvimento dessas atividades e, mais que isso, a consolidação da relação plena entre porto e cidade. A escolha feita nas urnas, no entanto, é apenas o início. A democracia se fortalece com a participação ativa da população durante todo o mandato. Eleitores conscientes acompanham, cobram e exigem o cumprimento das promessas de campanha. Isso é fundamental para que o desenvolvimento das cidades seja conduzido com transparência e responsabilidade. A grandeza de Santos e Guarujá não se reflete apenas na relevância econômica ou na população expressiva, mas também no engajamento de seus cidadãos. Vencida essa etapa final do processo eleitoral, importante que os gestores eleitos virem a página da campanha e se articulem com os demais sete prefeitos eleitos no primeiro turno. Não é preciso esperar o 1º de janeiro para se apropriar do cenário geral, das finanças e, especialmente, das demandas da população.