(Divulgação/ PMDF) Mais uma vez, comerciantes do Centro de Santos voltam a reclamar de prejuízos com furtos. Um desses empresários, dono de uma casa noturna, perdeu R\$ 300 mil em equipamentos na madrugada de 24 de dezembro, conforme A Tribuna publicou ontem. No último dia 1o, ele foi alvo dos marginais de novo, com a retirada de fiação elétrica, encanamento, torneiras, aparelhos de som e geladeiras. Impressionantemente, o estabelecimento sofreu uma terceira invasão. Mas com a prisão de dois suspeitos pela Polícia Militar, o comerciante conseguiu recuperar um frigobar e uma mesa controladora de iluminação. Em outro caso de reincidência, a dona de um restaurante contou sofrer com problema parecido desde outubro. Segundo ela, a porta do comércio já foi arrombada pelo menos sete vezes, sendo furtado de relógio de água e iluminação a bebidas, panelas, comida, dinheiro e televisão. Trata-se de uma situação revoltante pelas perdas sofridas constantemente pelos empresários e também triste, pois contraria os esforços de revitalização do Centro, que tem no turismo e nas casas noturnas frentes para se recuperar. Portanto, algo precisa ser feito, por meio de uma política de segurança mais aprofundada, com metas ambiciosas para serem atingidas no longo prazo e que envolvam um trabalho de investigação para identificar eventuais bandos reincidentes e os receptadores dos produtos furtados. Procurada pela Reportagem, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) disse que está empenhada no combate à criminalidade no Litoral, com reforço de mais de 3 mil PMs até fevereiro. Porém, a insegurança no Centro tem características diferentes da criminalidade na temporada e se repete o ano todo. Aliás, os arrombamentos ocorrem há muito tempo e foram exaustivamente noticiados por A Tribuna. Mas já é hora dessa situação ser enfrentada à altura com medidas implacáveis. Não tem sentido que essa situação persista no momento em que se aproxima o início das operações da expansão do VLT na região central. Aliás, uma das notícias veiculadas sobre furtos se referiu exatamente a esse sistema de transporte, que teve partes de metal arrancadas de uma de suas estações, que sequer foram inauguradas. Daí se percebe que os investimentos feitos no Centro, lembrando que a Prefeitura também tem realizado melhorias para fomentar o turismo, precisam ter uma visão integrada com a segurança pública. A insegurança é um problema sério em todo o País, mas não se deve aceitar que ela comprometa a vocação econômica do Centro, pois é o coração da Cidade. Entende-se que não é um trabalho fácil e que não há efetivo suficiente para um patrulhamento constante. Mas, os furtos não podem ser vistos como crimes de menor importância, pois sustentam outras práticas, além de manterem um largo número de bandidos em atividade, resultando em um círculo vicioso. O Centro tem grande potencial e os resultados virão se um trabalho incansável e bem planejado for realizado.