(Imagem ilustrativa/FreePik) Os constantes avanços tecnológicos valorizam os protagonistas da criação. Países cujos cientistas, engenheiros e pesquisadores produzem sistemas, aparelhos e aplicativos que impactam o cotidiano da população no mundo todo são os mesmos que lideram indicadores econômicos e sociais, além das discussões políticas. Para chegar à vanguarda do conhecimento, as nações desenvolvidas concentram esforços e investimento maciço na educação, da base ao topo. De fato, não há outro caminho, e quem não segui-lo vai ficar para trás, sempre na dependência de terceiros. Por isso, dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) de 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), merecem uma análise cuidadosa. Apesar de o Brasil ter superado a meta nacional de alfabetização no ano passado, os estados do Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não foram capazes de atingir os índices individuais estabelecidos para o ano. Em 2025, conforme o estudo, o Brasil alcançou a marca de 66% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental – superando a meta agregada de 64%. Do outro lado, o Rio Grande do Sul, por exemplo, registrou 52% de alfabetização frente a uma meta de 69%, apresentando a maior distância em relação ao objetivo proposto. Para serem consideradas alfabetizadas, as crianças devem ser capazes de ler pequenos textos, fazer inferências básicas e escrever textos simples da vida cotidiana. A avaliação é composta por 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual. No discurso, os governantes fazem sempre questão de ressaltar a importância que dão para a educação. Mas o fato é que os resultados de testes e avaliações não correspondem às expectativas. Apesar dos esforços empreendidos, a infraestrutura ainda é ruim em muitas localidades, e os baixos salários pagos aos professores desestimulam a formação e o aperfeiçoamento de quem está incumbido de orientar o aprendizado. Além disso, entre tantos problemas, falta criar uma cultura na qual a criança e o adolescente sejam absorvidos pelos estudos involuntariamente. Por mais difícil que seja, estudar precisa se tornar uma coisa interessante aos mais novos. Enquanto as condições ideais não se tornam realidade, iniciativas como a do Instituto de Matemática Aplicada (Impa), que no portal da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMep) disponibilizou vídeoaulas gratuitas de língua portuguesa voltadas não só a alunos, mas também a professores, representam um passo na direção certa. Por meio de conteúdos gratuitos, a plataforma oferece apostilas, exercícios, problemas resolvidos e conteúdos organizados por nível de ensino. O objetivo é desenvolver as habilidades de leitura, interpretação de texto e escrita.