[[legacy_image_355812]] O Pacto Global da ONU no Brasil relançou esta semana, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Educa2030, um movimento para incentivar as empresas a investir em Educação com foco em geração de empregos e empregabilidade. O programa traz como metas alguns compromissos que as empresas devem seguir ao aderir ao movimento, e que devem ser concluídas até 2030. São três as principais estratégias para o cumprimento da meta: oferecer a todos os funcionários da organização aderente ao pacto que não possuem Ensino Médio ou Técnico a possibilidade de concluí-lo até 2030 ou oferecer a todos os funcionários da organização e terceiros que não possuem Ensino Médio ou Técnico a possibilidade de concluí-lo até 2030 ou ter 30% de funcionários da organização com Ensino Superior concluído até 2030; atingir a cota legal de Aprendiz até 2030, considerando a inclusão da diversidade, e formar todos os jovens em desenvolvimento sustentável; oferecer desenvolvimento profissional para mulheres, e todas as suas interseccionalidades, em carreira ligada à tecnologia e informática. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A iniciativa, que já havia sido anunciada no final de 2023, tem a adesão de 18 mil empresas no mundo, das quais quase 2 mil no Brasil. Ao relançar o movimento, o CEO do Pacto Global Rede Brasil, Carlo Pereira, deu destaque à quantidade expressiva e preocupante de jovens brasileiros, entre 18 e 24 anos, que são classificados como geração nem-nem, ou seja, nem estudam nem trabalham. Parte desse contingente está assim inserida por não encontrar oportunidade de emprego em um país que encolheu a população economicamente ativa desde o início da pandemia e vem recuperando os postos, sim, mas ainda de forma lenta. Além disso, funções mais qualificadas exigem formação média ou profissionalizante, condição que barra jovens sem escolaridade e sem condição financeira de ingressar nesse universo acadêmico. A ONU acerta ao engajar o setor empresarial nessa empreitada, porque parte do princípio de que governos e entidades não darão conta, sozinhos, dessa tarefa. Importante destacar que a oferta de educação, tanto regular como profissionalizante, não demanda necessariamente recursos financeiros, mas o estímulo necessário a jovens que já perderam o interesse pela educação. Há oferta de bons cursos em plataformas gratuitas, sustentadas por entidades ou fundações, que poderiam ser a porta de entrada para esse movimento. Então, a iniciativa privada também pode cumprir o papel de impulsionar esses contingentes nessa direção, seja com recursos para campanhas seja dentro do próprio ambiente corporativo. A opção pela Educação jamais poderá ser deixada de lado, tanto no quesito empregabilidade como nas questões relacionadas à inclusão e redução de vulnerabilidades sociais. Que essa campanha perdure, seja crescente e envolva muito mais empresas bem antes de 2030.