[[legacy_image_171934]] Desde que as Nações Unidas estabeleceram uma agenda global para o futuro do Planeta, destacando metas a cumprir e dividindo cada demanda em ações diferentes, começaram a circular pela imprensa o conceito de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que foram divididos em 17 frentes, entre eles, erradicação da pobreza, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água potável e outros. Essa definição de política pública global aconteceu em 2015, envolvendo 193 países, mas ainda hoje, sete anos depois, ainda não há uma consciência coletiva sobre o que representam os 17 ODS, que têm 2030 no horizonte do cumprimento de metas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esse desconhecimento massivo sobre os conceitos e como eles se aplicam no cotidiano das cidades e dos cidadãos justifica qualquer iniciativa que se tome no sentido de popularizar e traduzir em medidas práticas na vida das pessoas. A Prefeitura de Santos lançou ontem projeto de lei que tem por foco o cumprimento dos 17 ODS, em uma ação conjunta entre Executivo, Legislativo e sociedade. Fazer projeto de lei gravando os ODS como política pública é caminho acertado para que não fique refém de mudanças de governo. Em tempo: é sempre possível que os próximos governos releguem o projeto de lei ao esquecimento, mas é nesse ponto que entra o papel da sociedade. Cumprir integralmente as 17 metas estipuladas pelas Nações Unidas não é tarefa fácil, e desde 2015 países, empresas e organizações vêm se debruçando sobre como fazer isso de forma perene, sustentável e igualitária, ou seja, que todos alcancem esse status da mesma forma. Santos tem desafios significativos para enfrentar, como a questão habitacional, o esgotamento sanitário em áreas irregulares, a desigualdade social, entre outros, mas é preciso admitir que pontos importantes dessa agenda global vêm sendo tratados desde sempre. Um deles diz respeito às mudanças climáticas, o ODS 13. Há cinco anos a Prefeitura criou um departamento específico para acompanhar o tema, reunindo informações, tecnologia e equipes especializadas para trazer ao ambiente local o que de mais moderno e eficiente há em termos de ações e monitoramento. Santos tem sido modelo para outros municípios brasileiros e internacionais. Importante destacar que muitos dos ODS precisarão ser tratados de forma coletiva, metropolitana, porque em uma região conurbada como a Baixada Santista, falar sobre erradicação da pobreza, água e saúde de qualidade diz respeito a um conjunto de ações que precisam ser adotadas por todas as prefeituras e legislativos. A migração de famílias dentro da região, associada à vinda de pessoas de outras localidades em busca de trabalho e renda transformam o desafio muito maior. Nessa iniciativa positiva ora adotada por Santos, estabelecer prioridades talvez seja o ponto de partida, mas é legítimo admitir que o bom exemplo pode e deve ser adotado por todas as cidades da região.