(Divulgação/Autoridade Portuária de Santos) A Baixada Santista, com seu complexo portuário e hidrografia privilegiada, está diante de uma oportunidade única para expandir o uso do modal hidroviário. Não apenas como uma alternativa ao congestionado sistema rodoviário, mas como uma solução limpa, econômica e alinhada aos princípios de sustentabilidade e desenvolvimento regional. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O transporte hidroviário, especialmente quando associado ao uso de fontes de energia limpa, oferece inúmeras vantagens em termos de mobilidade e impacto ambiental. A movimentação de cargas e passageiros por vias navegáveis demanda menos combustível do que outros modais, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e colaborando para a diminuição da poluição urbana. E essa redução pode ser ainda mais expressiva se investirmos em tecnologias que utilizem energias renováveis, como o uso de embarcações elétricas ou movidas a hidrogênio. Para o Porto de Santos, a implementação de um sistema hidroviário eficiente poderia não apenas desafogar o tráfego terrestre, mas também promover o crescimento econômico da região. A integração entre transporte de cargas e passageiros por meio de barcaças e embarcações de menor porte, por exemplo, permite uma logística mais ágil e barata. Além disso, como destacaram especialistas que, nos últimos dois dias debateram o tema no 10º Simpósio Regional de Recursos Hídricos - Infraestrutura de Hidrovias como Meio de Desenvolvimento Tecnológico Sustentável, a própria geografia da região, que combina mar e rios, favorece o desenvolvimento de hidrovias. Esse tipo de transporte é estratégico, principalmente em um contexto de globalização e comércio internacional, no qual a eficiência logística é um diferencial competitivo. Outro ponto crucial é o potencial turístico e de lazer que o modal hidroviário pode oferecer. A travessia entre Santos e Guarujá já é um exemplo disso, mas o uso de embarcações para turismo local, explorando as belezas naturais e históricas da região, pode se tornar uma nova fonte de renda e desenvolvimento. Cidades como Amsterdã, na Holanda, e Veneza, na Itália, já demonstram há décadas como o transporte por água pode se integrar ao cotidiano urbano, oferecendo qualidade de vida. O custo de implementação de um sistema hidroviário é inferior ao de outros modais: a água já serve como pavimento natural, o que reduz drasticamente a necessidade de grandes obras de infraestrutura. Além disso, terminais de embarque e desembarque, devidamente distribuídos ao longo dos canais, seriam suficientes para permitir a operação do sistema. O modal hidroviário surge como uma peça-chave para o desenvolvimento sustentável da Baixada Santista. Ele oferece um transporte mais limpo, eficiente e que respeita as características naturais da região, ao mesmo tempo que contribui para a economia local. É o momento de implementar soluções que alinhem progresso econômico e sustentabilidade, e o transporte por água é uma dessas soluções.