Imagem de satélite mostra rastro de fumaça cobrindo parte do Brasil (Divulgação) As queimadas que ocorrem em diferentes áreas do Brasil ainda estão tendo seus impactos catastróficos sendo calculados. Uma imagem divulgada pela NASA, nesta segunda-feira (16), mostra uma cortina de fumaça tóxica atravessando boa parte do Brasil, até terminar na região do litoral de São Paulo. A imagem foi registrada a mais de 1,5 milhão de quilômetros da Terra. O satélite que capturou o registro é projeto para monitorar tanto o clima espacial quanto o ambiente da Terra. O DSCOVR oferece uma perspectiva única para observar a interação entre o Sol e a Terra. No fim de semana passado, foram registrados 7.028 focos de calor no País, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nos últimos meses, recordes atrás de recordes estão sendo batidos e, por causa das queimadas, São Paulo chegou a ter um ar considerado um dos piores do planeta. As queimadas no Brasil têm provocado consequências devastadoras tanto no meio ambiente quanto na saúde pública. A destruição de florestas como a Amazônia e o Cerrado não só contribui para a perda irreparável da biodiversidade, com a extinção de várias espécies de fauna e flora, como também agrava o aquecimento global. Ao liberar grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, as queimadas intensificam o efeito estufa, resultando em mudanças climáticas mais severas, que incluem secas prolongadas, desmatamento acelerado e alterações nos regimes de chuvas, prejudicando diretamente o agronegócio e a produção de alimentos no país. Amazônia enfrenta descontrole de focos de incêndio (Christian Braga/Greenpeace) Além dos impactos ambientais, as queimadas trazem graves problemas à saúde da população, especialmente nas regiões mais afetadas. A fumaça liberada pelo fogo eleva os índices de poluição do ar, desencadeando crises respiratórias, principalmente em crianças e idosos. O aumento da demanda nos serviços de saúde e a sobrecarga dos hospitais têm sido frequentes em períodos de queimadas intensas. Em longo prazo, o país enfrenta não só os custos ambientais, mas também os sociais e econômicos, com prejuízos que afetam desde o turismo até a qualidade de vida dos brasileiros. Dicas para não sofrer com a fumaça tóxica: Evite atividades ao ar livre: Sempre que possível, fique em ambientes internos, principalmente durante os períodos em que a qualidade do ar estiver mais comprometida. Feche portas e janelas para evitar a entrada de fumaça em casa. Use máscaras adequadas: Caso precise sair, utilize máscaras que filtrem partículas finas, como as N95 ou PFF2, que são mais eficazes para bloquear a inalação de poluentes presentes na fumaça. Mantenha o ambiente úmido: Use umidificadores de ar ou coloque toalhas molhadas em ambientes internos para aumentar a umidade e ajudar a filtrar as partículas de fumaça no ar. Hidrate-se frequentemente: Beber bastante água ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas, o que facilita a eliminação de partículas tóxicas e alivia possíveis irritações na garganta e nos pulmões. Monitore a qualidade do ar: Utilize aplicativos ou sites de monitoramento da qualidade do ar para acompanhar os níveis de poluição. Se os índices estiverem muito altos, evite sair de casa até que melhorem.