Entenda a diferença entre lepas e cracas após crustáceos invadirem praias do litoral de São Paulo (Sheyla Carrenho/Arquivo pessoal e Divulgação/USP) O litoral de São Paulo foi palco de um fenômeno raro: o aparecimento de centenas de lepas nas praias da região. O evento inusitado chamou a atenção de moradores, turistas e especialistas, levantando uma pergunta comum entre os curiosos: qual é a diferença entre lepas e cracas? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Embora pareçam semelhantes à primeira vista, lepas e cracas são crustáceos distintos com características únicas. As lepas, também conhecidas como percevejos-do-mar, vivem fixadas em objetos flutuantes como troncos e cascos de navios, enquanto as cracas se prendem a superfícies sólidas submersas, como rochas e pilares. Ambas desempenham papéis importantes no ecossistema marinho, filtrando a água e servindo de alimento para outras espécies. Com conchas mais alongadas e flexíveis, as lepas diferem das cracas, que possuem conchas rígidas e formato mais arredondado. Entender essas diferenças não só sacia a curiosidade popular como também destaca a riqueza da biodiversidade marinha presente no litoral brasileiro. Cinco características que diferenciam lepas e cracas: Habitat de Fixação Lepas fixam-se em objetos flutuantes (como navios e detritos), enquanto cracas aderem a superfícies submersas estáveis (como rochas e estruturas artificiais). Formato da Concha Lepas possuem conchas alongadas e flexíveis; cracas têm conchas rígidas e geralmente de formato cônico ou arredondado. Modo de Vida Lepas são consideradas pelágicas devido ao seu hábito de viver em objetos à deriva; cracas são bentônicas, vivendo fixas no fundo do mar. Mobilidade Inicial As larvas de lepas nadam livremente antes de se fixarem em um hospedeiro flutuante; as cracas também têm larvas móveis, mas se estabelecem rapidamente em substratos sólidos. Importância Ecológica Ambas filtram nutrientes da água, mas lepas podem indicar mudanças nas correntes marítimas, enquanto cracas são importantes para a formação de bioincrustações em ambientes costeiros.