EDIÇÃO DIGITAL

Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Setor hoteleiro da Baixada Santista busca alternativas para retomar atividades em meio à pandemia

Estabelecimentos estão abertos desde o começo da crise; altos custos e pouco movimento, porém, complicam

Se há um ramo do turismo que sofre bastante com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus é a hotelaria. Com estabelecimentos abertos por serem tidos como serviços essenciais, estão longe de funcionarem na plenitude – e sofrem com isso. Pois a preocupação fez check-in nos hotéis da região e não faz menção de ir embora tão cedo.

“Estamos completamente perdidos, sem saber o que fazer, em relação à retomada por questão do covid. Os hotéis estão fechados, em sua maioria, por decretos municipais. Ou porque não têm movimento. Não adianta o hoteleiro abrir as portas agora que não vai ter o turista”, diz,em tom de desalento, Ricardo Román Jr., presidente da ABIH-SP.

Ele faz as contas para o setor. E elas não têm fechado, apesar a ajuda do Governo, por meio da MP 936, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. “O IPTU e o ISS são pesados para nós. Os hotéis estão fechados e pagando IPTU. 

Nenhum prefeito lançou um parcelamento especial. Empresários que sempre tiveram suas contas em dia pagando o IPTU com hotel fechado. Custa falar: ninguém vai ficar inadimplente, e no fim do ano lançamos um parcelamento especial? Quando um hotel for reabrir ele vai levar isso em conta. E não vai reabrir. E o desemprego vai aumentar”, alerta Roman. 

Ele faz ainda um apelo pela reabertura das praias para o turismo, já que sã odonas de um grande apelo. “Por que não abrem a praia, fazem um protocolo para isso? Então, são coisas que precisam ser resolvidas com urgência. Não te mais condições de arcar com uma folha de pagamento e o funcionário em casa, recebendo. Como ficam os empresários? Todo mundo recebe salários. E o empresário? E o comerciante, que depende do turista? A economia respeita a ciência, mas a gente vai colapsar”.

Presidente do Guarujá Convention & Visitors Bureau, Maria Laudenir Oliveira, a Lau, lembra dos atributos da hotelaria na Cidade para encarar a retomada do setor. “É o único destino na região que possui dois resorts de alto padrão, além de hotéis de rede, hotéis independentes e pousadas sob medida a cada perfil de visitante”, contabiliza, lembrando a própria ABIH-SP já oficiou o poder público contendo os pleitos setoriais.

Apoio

Secretário de Turismo de Santos, Odair Gonzalez admite que um entendimento entre o poder público e o setor hoteleiro pode acontecer.

“Eu sou um defensor da rede hoteleira. Sei que eles estão com muitas dificuldades, por força de tudo que está acontecendo, e com certeza dificuldade para honrar compromissos. Funcionando, às vezes, apenas com 10% da capacidade. 

Eu confesso que, oficialmente, não tenho conhecimento de que o Governo tenha algo nesse sentido, de redução de alíquota ou coisa assim. Mas entendo que qualquer ação nesse sentido seria justa”.

Tudo sobre: