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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

A Coluna do Viajante: Guimarães, onde nasceu Portugal

Com encanto especial, tudo é bonito em Guimarães: desde suas igrejas, muralhas, museus, centro cultural, praças e jardins

Visitar Guimarães, o berço da nação portuguesa, é gratificante e inesquecível. Logo que deparamos com o muro onde há a frase 'Aqui nasceu Portugal' – alvo de fotos de todos os turistas –, sentimos o peso de seu glorioso passado histórico. 

Percorremos várias localidades do Norte de Portugal, mas Guimarães tem encanto especial. Tudo é bonito, desde suas igrejas, muralhas, museus, centro cultural, praças e jardins.

O Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques, na parte alta da cidade, mereceram atenção especial. A riqueza histórica nos encantou, assim como a possibilidade de andar pelas muralhas e subir à torre, onde conseguimos boa vista panorâmica da cidade.

Dom Afonso Henriques, o primeiro rei do país, nasceu em Guimarães, em 1109. Foi ele quem iniciou o período da reconquista, pois a região estava sob domínio dos mouros. 

Os reflexos desse passado podem ser vistos ainda hoje, tanto nas ruelas medievais, como no imponente castelo, que tem mais de mil anos. A Unesco inclusive considerou Patrimônio Mundial o centro histórico de Guimarães.

O bom é que pudemos visitar a pé a maioria das atrações. Bem ao lado do castelo, por exemplo, encontramos uma igreja – pequena em tamanho, mas grande em significado. A Igreja de São Miguel do Castelo é tida como local onde dom Afonso foi batizado. Além da imponência da pia batismal, outro ponto que nos chamou a atenção foi o piso, praticamente formado só por tumbas dos heróis da reconquista.

Também na parte alta da cidade, o Paço dos Duques de Bragança, construído em 1420, mereceu um bom tempo de visitação, pois percorremos seus quartos e exuberantes salas. O local chegou a ser residência presidencial do ditador Salazar.

Para fechar o dia de passeio, exploramos o bem preservado centro histórico que, por sua limpeza e organização, nos causou muita paz e tranquilidade.

Na área também há muitos cafés e restaurantes, onde aproveitamos para descansar e experimentar um bom prato típico da cozinha regional, acompanhado de um bom vinho (vinho português, é claro!).

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