O protesto acontece a partir das 8h30 na porta da Autoridade Portuária de Santos (APS) ( Luigi Bongiovanni/Arquivo/AT ) Trabalhadores do Porto de Santos se manifestam a favor do cais público e contra o fim do terminal Ecoporto e contra o leilão do STS10 na manhã desta sexta-feira (30). O protesto acontece a partir das 8h30 na porta da Autoridade Portuária de Santos (APS), na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, no bairro do Macuco. A manifestação é organizada pelo Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva), e contará com a participação de entidades representantes de outros setores, como o Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários do Estado de São Paulo (Sintraport), Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), entre outras. Presidente do Sindestiva, Bruno Santos afirma que o protesto tem como objetivo chamar a atenção do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para um possível aumento do desemprego desses trabalhadores. Segundo ele, o cais público é responsável por empregar a maior parte dos trabalhadores avulsos, e o terminal Ecoporto possui mais de 500 funcionários vinculados, os quais devem ser demitidos com o fim do contrato de arrendamento, previsto para dezembro. Em relação ao leilão do STS10, Bruno Santos defende que deve-se preservar um espaço para a atracação e descarga de navios. Segundo ele, o espaço onde essas operações deverão ocorrer futuramente é o atual terminal de passageiros, mas incertezas sobre a mudança de local do equipamento, que deve ser transferido para o Valongo, preocupam. “Isso pode causar um caos social em toda a região, visto que há trabalhadores avulsos em todas as cidades”, pontua. O presidente também destaca a preocupação com a perda de empregos com a instalação de um terminal de contêineres no STS10, o que se pretende com o leilão. “Os trabalhadores avulsos só trabalham no cais público, então, um terminal de contêineres tiraria nossa mão de obra”, completa.