[[legacy_image_279797]] A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, reforçou a defesa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para que a concessão do túnel submerso Santos-Guarujá seja realizada por meio de parceria-público privada (PPP). Para ela, a medida pode ser estendida a outras obras estruturantes. O assunto foi abordado durante o Summit Porto-Indústria, realizado no Auditório do Grupo Tribuna, em Santos, na quinta-feira (6). “É importante ressaltar que a gente não pode pensar somente na construção, mas também na operação e na manutenção, porque não adianta nada fazer a construção, ir embora e deixar o elefante branco ali”, afirmou Natália, argumentando que um projeto de infraestrutura como este deve ser pensado como uma “política de Estado e não de governo”, de modo que o concessionário privado tenha garantias para dar continuidade ao projeto, independentemente das sucessivas trocas de gestores públicos. Ela ressaltou ainda que o Governo de São Paulo já iniciou as tratativas junto ao Governo Federal para discutir projetos estruturantes de acessos na região, bem como os que são voltados ao Porto de Santos, arrendamentos e sobre a ligação seca Santos-Guarujá. “A gente tem essa questão de competências e temos que caminhar junto, os desafios são grandes e se não fizermos ações articuladas, não conseguiremos superá-los. Então, toda essa discussão que a gente está tendo sobre acessos, do Porto, dos arrendamentos e do túnel Santos-Guarujá. Este é um projeto que já tem a parte de engenharia bem desenvolvida no âmbito da Dersa, certificada por empresas holandesas”. A Dersa, já extinta pelo Estado, elaborou os projetos básico e executivo da ligação seca metropolitana em 2012, que já têm licenças ambientais concedidas. Em junho, a Autoridade Portuária de Santos (APS) solicitou ao Estado, por meio de requerimento, o envio dos projetos e a renovação do licenciamento ambiental.