O eixo contempla inteiramente o estado Amazonas e partes de Roraima, Pará e Amapá; é interligado por via fluvial com os três países vizinhos (Marcelo Camargo/Agência Brasil) A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a primeira das cinco rotas de integração entre Brasil e países vizinhos deverá operar já em 2025 e, até 2026, outras duas serão concluídas. A Rota 2, Multimodal Manta-Manaus, primeira a ser inaugurada, ligará toda a Região Norte e parte do Nordeste à tríplice fronteira com Colômbia, Peru e Equador. Contempla inteiramente o estado do Amazonas e partes dos territórios de Roraima, Pará e Amapá, interligada por via fluvial com os três países vizinhos. “Com isso, vão se interligar ao maior investimento feito pela China na América do Sul, um dos maiores portos da América do Sul, que está sendo construído no Peru”, disse a ministra, na quinta-feira, durante o programa Bom Dia, Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A integração com esse porto, lembrou a ministra, facilitará o escoamento da produção brasileira para o mercado asiático como um todo e, em especial, com a China. “Falta pouca coisa. Apenas uma dragagem no rio. Já está, inclusive, dada a ordem de serviço. Aí, colocaremos na tríplice fronteira uma alfândega”, acrescentou ao lembrar que essa rota “será a mais ecológica, porque é toda hidroviária. Levará desenvolvimento sem levar poluição ou derrubar árvores”. Comércio exterior A ministra lembrou que só com o mercado sul-americano, os produtos brasileiros terão acesso a 200 milhões de pessoas. “É o mesmo número de habitantes que temos no Brasil. Portanto, teremos a possibilidade de vender produtos brasileiros para quase um novo Brasil, além de chegar mais rápido para a China e para o mercado asiático”, destacou. As cinco rotas têm, segundo o Governo Federal, o duplo papel de incentivar e reforçar o comércio do Brasil com os países da América do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a Ásia. Os trajetos Há ainda outras quatro interligações previstas. A Rota da Ilha das Guianas inclui integralmente os estados de Amapá e Roraima e partes do território do Amazonas e do Pará, articulada com a Guiana, a Guiana Francesa, o Suriname e a Venezuela. Já a Rota do Quadrante Rondon é formada pelos estados do Acre e Rondônia e por toda a porção oeste de Mato Grosso, conectada com Bolívia e Peru. A Rota de Capricórnio vai desde os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, ligada, por múltiplas vias, a Paraguai, Argentina e Chile; e Por fim, a Rota Porto Alegre-Coquimbo abrange o Rio Grande do Sul e se integra à Argentina, Uruguai e Chile.